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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Aquele que quer ser tudo não pode ser nada”

Arthur Schopenhauer – foi um filósofo alemão

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Agora Sim

Reconhecendo que extrapolou quando confirmou o árbitro Salim Fende Chavez que dias antes trabalhou em uma contenda da equipe santista, para atuar no jogo de ida entre Ponte Preta x Santos; o todo poderoso Domingos Roberto Domingues diretor de árbitros da FPF, se tocou, com isso, antecedendo ao “sorteio” dos árbitros que atuarão nas contendas de volta referentes às Quartas de Final da Série A1, colocou a racional observação: “será desconsiderado o sorteamento da bolinha com o nome do árbitro que trabalhou na partida de ida de uma das equipes”

Esperança

Ao tomar conhecimento da prisão efetuada por agentes da Policia Federal, que participam na Operação Aguas Claras, no espertíssimo Coaracy Nunes presidente da CBDA, minhas entranhas expeliram a esperança que o mesmo chegue acontecer nas administrações da CBF, federações, clubes e entidades paralelas, em especial, nas entidades representativas dos árbitros de futebol

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Quartas de Final da Série A1 do Paulistão 2017

Jogos de ida:

Sábado 01/04

Ponte Preta 1 x 0 Santos

Árbitro: Salim Fende Chavez

Assistente01: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

Assistente 02: Bruno Salgado Rizo

Item Técnico

Não sobrevieram lances que pudesse colocar em cheque o desempenho do principal representante das leis do jogo

Circulação

Muito centralizado, este fato atrapalha o desenrolar da refrega. Não gostei

Assistentes

Perto no fim da contenda o assistente 01 acertou em sinalizar impedimento do atacante Wendel da Ponte Preta antes de mandar a bola profundo da rede santista

Item Disciplinar

Correto os amarelos para dois defensores da equipe da casa, assim como, para um dos santistas

Botafogo 0  x 0 Corinthians

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza

Assistente 01: Herman Brumel Vani

Assistente 02: Mauro André de Freitas

Item Técnico/Item Disciplina

Os atletas litigantes deveriam pagar os ingressos dos torcedores que se fizeram presentes, vez que, durante os noventas minutos, judiaram e muito da redonda

Domingo 02/04

Linense 0 x 2 São Paulo

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Item Técnico/Item Disciplinar

Tanto quanto a disputa entre os litigantes, o desempenho do principal representante das leis do jogo pode ser considerado meia boca

Grêmio Novorizontino 1 x 3  Palmeiras

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira

Assistente 01: Emerson Augusto de Carvalho

Assistente 02: Fabio Rogerio Baesteiro

Item Técnico

Trabalho natural

Assistentes

Emerson Augusto de Carvalho integrante do quadro FIFA cometeu dois erros irredimíveis:

1º – impedimento do palmeirense Borja em lance legal;

2º – deixou de apontar saída de bola pela lateral que desempenhou sua atividade

Item Disciplinar

Advertiu corretamente com cartão amarelo dois dos defensores da equipe mandante, bem como, três palmeirenses, dentre estes: Roger Guedes, pouco após do primeiro, levou o segundo, que somados, resultou no vermelho

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Politica

O Estado podre e a Nação emparedada

“Há algo de podre no reino da Dinamarca” – W. Shakespeare (Hamlet)

O estágio de decomposição moral vivido no Brasil oficial hoje resulta de muitos anos – o correto seria dizer séculos – de completa devassidão e absoluta impunidade gozadas por nossas elites dirigentes política e econômica. No entanto, chegamos agora a um ponto, inusitado em nossa História, em que o cinismo ultrapassou todos os limites da decência e da normalidade. A dimensão do rombo na economia pode ser imaginada após a leitura da chamada de primeira página do Estado de anteontem, Ações da Lava Jato pedem R$ 70 bilhões de indenização, ou seja, cerca de metade do déficit previsto para o Orçamento da República este ano.

Parlamentares, membros do Executivo, dirigentes partidários do governo e da oposição e agora fiscais da atuação destes no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro foram pilhados cobrando propinas de empresas que prestam serviços a estatais, em troca do atendimento a suas reivindicações e seus interesses. E lhes propiciaram lucros exorbitantes em obras não executadas ou mal realizadas. O noticiário acompanha dia a dia o esvaziamento metódico e solerte de todos os cofres do erário, tudo feito com a maior desfaçatez.

O novo caso revela o extremo desse desplante. Parlamentares permitiam que empresas fizessem leis a seu talante e governantes lhes abriam os cofres para que deles fizessem o que bem pretendessem. E pelo menos uma das “cortes” que deveriam auditar as contas de um Estado também foi calada por propinas. Pode-se afirmar que nunca antes na História deste país (e quiçá do inteiro gênero humano) foi praticado o que se executou nestes 14 anos: um assalto de enormes proporções sem que nenhuma providência prática tenha sido adotada para pôr fim a tanta bandalheira. E embora não seja possível conviver mais com isso, é difícil imaginar como pode ser feito, pois o Estado, em franco apodrecimento, emparedou a Nação para impedir que esta aja.

Neste pântano em que o Brasil oficial afundou o País real, a constatação ganha ares (melhor dizer miasmas) de rigidez cadavérica pelo fato de que os três Poderes republicanos agem para acobertar os criminosos, impedindo que eles sejam devidamente processados e punidos, na medida em que possam fazê-lo. É bem verdade que não vige mais entre nós o preceito que destina só aos três pês – prostitutas, pobres e pretos – o inferno prisional. Nas masmorras da “república de Curitiba” o príncipe dos empreiteiros brasileiros, da fina-flor do empresariado, Marcelo Odebrecht, cumpre dolorosa pena. E outros tiveram de apelar para a delação premiada a fim de evitar o mesmo destino. Essa, contudo, não é a regra.

Neste momento, urge dar outro passo histórico. Um dos beneficiários do clube dos acobertados pelo manto da impunidade garantida vem de ser condenado a 15 anos e 4 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, o principal responsável pela revolução presente. Ex-presidente da Câmara dos Deputados e principal responsável pela abertura do processo do impeachment – mais que indispensável, necessário – da petista Dilma Rousseff, Eduardo Cunha recorreu ao cinismo, à truculência e, sobretudo, a chicanas jurídicas e regimentais do Parlamento para se livrar das penas da lei. Mas terminou sendo investigado, preso, processado e condenado pelos rigores da primeira instância, deixando de se valer da tolerância máxima permitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

No momento em que isso ocorre, contudo, mais de uma centena de seus colegas de poder partidário usufruem a benesse do sigilo, sob o qual reina a impunidade garantida pela benemerência do relator da Lava Jato na Corte, Luiz Edson Fachin. Entre tais privilegiados está o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que execra a “delação seletiva” de que foi vítima e clama pela divulgação, da qual não escapará.

O cidadão sem foro exige saber quais são os gatunos que dilapidam o patrimônio coletivo para manter poder e fortuna. Pois esse tempo é empregado “noturna e diuturnamente” (sic), como diria dona Dilma, por eles mesmos para tornar legais os próprios delitos.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), criador impune do falso pistoleiro Ferreirinha, protagonista da fraude eleitoral que o alçou ao governo de seu Estado, relata um projeto dito de abuso de autoridade, mas que deveria ser chamado de garantia da impunidade. O deputado Vicente Cândido (PT-SP) prepara uma lei mais sórdida, pois tira completamente do cidadão o direito de escolher os próprios representantes no sistema (já em si defeituoso) proporcional vigente no Brasil. A lista fechada, sonho de consumo de dirigentes de partidos, pois abole a consulta ao eleitor, isolaria mais a sociedade do Poder que finge representá-la. Na Venezuela, esse sistema espúrio levou a Hugo Chávez e a Nicolás Maduro, que ora golpeia a democracia usando títeres no Judiciário. Tem sido vã a insistência em aprovar uma lei em que os coleguinhas políticos que tungaram o Fisco se anistiam e jogam no lixo da História o princípio da igualdade de todos perante a lei, já que a sonegação de impostos continuaria sendo vedada a empresários, mas permitida apenas para políticos. Só que, com a Nação emparedada e desmobilizada, a autoanistia é pule de dez no Congresso de malandros com mandato.

O Estado-pântano esforça-se para apodrecer tudo e confirmar a sabedoria popular, segundo a qual uma maçã vencida estraga todas as outras frutas, sãs, de um cesto. E encaminha a Nação para um beco sem saída, cujo muro final só poderá ser ultrapassado pela Constituinte independente, sem nenhum mandatário atual entre seus membros, como sugere o professor Modesto Carvalhosa. De preferência adotando performance bonds, que os ianques usam para impedir que empreiteiros de obras, políticos e burocratas corruptos se comuniquem. O resto é palha.

Autor: José Nêumanne-Jornalista, Poeta e Escritor Publicado no Estadão do dia 05/04/2017

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Finalizando

Desde muito com todas as letras afianço:

Entre a sinceridade do Marcola e semelhantes que se autodenominam marginais, por mim denominados não oficializados, comparando com as desculpas de 99% dos políticos e seus asseclas de que não são ladrões, sem nenhuma duvida: fico com Marcola e demais

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-08/04/2017

Ouça abaixo os programas “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foram ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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