Corinthians terá que pagar R$ 100 mil para produtora que não quis participar de “algo ilícito” no teatro do clube

“(…) o motivo real de minha saída, foi não querer participar de nada ilícito, que denegrisse minha imagem pessoal e profissional.”
CRISTIANE NATALE – produtora teatral
A Justiça deu prazo de 15 dias (para pagamento voluntário), sob pena de execução forçada, para que o Corinthians pague R$ 100 mil à produtora teatral Cristiane Natale, que deixou a administração do teatro alvinegro para, segundo suas palavras, “não participar de algo ilícito” após a entrada da OMNI (dona, inclusive, dos naming rights do empreendimento) no negócio.
Em conversa com o Blog do Paulinho, em agosto de 2014, Natale revelou:
“(…) o motivo real de minha saída, foi não querer participar de nada ilícito, que denegrisse minha imagem pessoal e profissional.”
A profissional, que chegou ao Parque São Jorge pelas mãos da ex-presidente Marlene Matheus, ingressou com ação judicial contra o Corinthians, em abril de 2013, vencendo em todas as instâncias.
À época, em represália, o então diretor cultural, o desempregado Flavio Ferrari (durante a gestão Mario Gobbi) trancou as coisas de Natale dentro do teatro, atitude que ampliou o prejuízo alvinegro, que entre danos materiais e morais, passou de pouco mais de R$ 30 mil para os atuais R$ 100 mil.
Sobre a OMNI, Natale alertou:
“Alguém deveria hoje solicitar a prestação de contas ao novo administrador (OMNI). Estaria ele depositando na conta do Clube, como eu fazia?”
Ótima questão, diante de tantas evidências de facilitações à empresa no Parque São Jorge.
