Houston, temos um impossível

Por JUCA KFOURI
Entendo pouco de futebol americano.
Apenas o básico, quase nada.
Não vejo jogo algum durante a temporada.
Só a final, o chamado Super Bowl, porque não dá para ficar indiferente, ainda mais se você trabalha na ESPN.
Vi o de ontem/hoje.
Estava monótono, chato mesmo e a perplexidade era geral e irrestrita, porque ninguém imaginou o que estava acontecendo.
Os Falcons venciam os Patriots por 28 a 3, uma surra, até o finzinho do terceiro e penúltimo quarto, quando o jogo ficou 28 a 9.
O time dos Patriots ainda errou um chute ao gol para ganhar mais um ponto, coisa rara.
Mas não é que os caras fizeram 19 pontos no último quarto e não sofreram nenhum, os últimos deles, para empatar, a 57 segundos do fim do jogo?
Jamais havia acontecido uma virada desse porte na decisão.
Tom Brady não errava um passe, para delírio de Gisele Bündchen, e houve uma recepção feita por Julian Edelman que a Física não é capaz de explicar, de tão impressionante e decisiva para manter o jogo vivo.
Veio, então, a prorrogação, a primeira na história de 51 finais e Houston viu a moeda decidir que os Patriots teriam a bola para fazer o touch down e ganhar o título pela quinta vez, como Brady, eleito o melhor do jogo.
No esporte como na vida nada é impossível.
Ainda bem.
O jogo acabou faz mais de uma hora, mas está impossível dormir.
Que dia!
