A coletiva de Felipe Melo

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Da tão comentada entrevista coletiva do jogador Felipe Melo, criticada e elogiada com o mesmo furor, evidencia-se, entre diversas bobagens e verdades faladas, que, ao menos, foi honesto com seus pensamentos.

Bom, num mundo em que a hipocrisia é reinante, e ruim, mas apenas para o próprio.

Dizemos isso porque, em regra, o desempenho nos gramados reflete na aceitação ou reprovação do que é falado pelos jogadores.

Se jogar bem, as bobagens serão tratadas como “genialidade”.

Em má-fase, verdades serão criticadas.

Vale lembrar que Felipe Melo ganhará (entre salários, luvas, etc.) quantia próxima a R$ 700 mil mensais no clube, o que ampliará ainda mais a responsabilidade.

Abaixo um exemplo de asneira, falada na coletiva, disfarçada de coragem, por hora, exaltada pelos torcedores:

“Se tiver que dar porrada, vou dar porrada. Se tiver que jogar no Uruguai e dar tapa na cara de uruguaio, eu vou dar. Lógico que com responsabilidade, porque não quero deixar o time com menos um”.

Em contrapartida, uma verdade absoluta, que, se dita em má-fase, servirá de combustível para os atingidos (neste instante, com a carapuça, mas calados), atacá-lo, com provável apoio de palmeirenses:

“Existe mau caráter em todo lugar, mas muitos de vocês [imprensa] ganham dinheiro para falar mal dos outros”

Apesar dos riscos, e de não considerarmos Felipe Melo jogador à altura das tradições palestrinas, há de ser  respeitado quem, errando ou acertando, tem a coragem de expressar-se com absoluta honestidade (mesmo que, por vezes, seja imaturo – e é – com as críticas recebidas).

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