Kashima surpreende e está na final do Mundial de clubes

Nem o mais fanático torcedor japonês acreditaria que o Kashima venceria o colombiano Atlético Nacional, absolutamente favorito, por três a zero, e classificaria-se para a disputa final do Mundial de Clubes, provavelmente contra o Real Madrid (que disputa vaga com o América/MEX).
Aconteceu.
O placar não diz o que foi a partida, dominada quase todo o tempo pelos colombianos, mas premiou a equipe com melhor preparo físico e dedicação tática invejável.
A primeira etapa foi absolutamente espetacular, com o Atlético Nacional extremamente ofensivo (colocou duas bolas na trave, criando e perdendo diversas oportunidades) e os japoneses, apesar de acuados, corajosos, buscando sempre que podiam o contragolpe.
Borja enchia os olhos tamanha a dedicação e capacidade de criação dentro da área.
Porém, o único gol do tempo inicial foi marcado pelo Kashima, aos 31 minutos, quatro apos a marcação da penalidade máxima, em momento histórico, com a primeira decisão de um árbitro de vídeo, em auxílio ao principal.
Os minutos seguintes foram de absoluto massacre colombiano, com os japoneses, bravamente resistindo.
No segundo tempo, esperava-se grande pressão do Nacional, porém o que se viu, apesar do domínio territorial, foi a queda física dos favoritos, que sucumbiram diante de adversários que, em momento algum, diminuíram o ritmo.
Nos minutos finais, diante de colombianos exaustos e desesperados, o Kashima conseguiu marcar inesperados dois gols (completando três), um deles uma pintura, de calcanhar, através de Endo, e o outro de Suzuki.
Novamente os japoneses, seja quem for o adversário, disputarão a final do torneio como azarões, provavelmente sem chances, assim como pareciam não ter também contra o Atlético Nacional.
