Grêmio fabuloso! Chapecoense na final!

gremio

Por JUCA KFOURI

O desavisado que tenha visto o primeiro tempo de Galo e Grêmio juraria que o jogo estava sendo disputado em Porto Alegre e não no Mineirão.

O tricolor gaúcho deu um banho de bola no alvinegro mineiro.

Foi para o intervalo com 1 a 0 no placar, graças a um golaço de Pedro Rocha que deixou Gabriel no chão com um drible seco depois de preciosa enfiada de bola de Maicon, aos 29.

Mas 1 a 0 foi pouco.

O próprio Pedro Rocha teve outras duas chances claras de gol, uma salva por Gabriel na linha fatal, outra por São Victor, que já havia defendido um chute venenoso de Douglas e visto Gabriel ainda evitar um arremate gremista com o peito que tinha endereço certo.

No lance em que Victor evitou o gol de Pedro Rocha, Douglas estava livre para ampliar, mas não recebeu a bola.

Já o Galo achou duas chances.

Uma mandada por cima por Robinho e a outra magistralmente defendida por Marcelo Grohe, em chute à queima-roupa de Júnior Urso, no fim dos 45 minutos iniciais.

Se arrependimento matasse, Marcelo Oliveira estaria morto pela opção Cazares em vez de Luan.

Se o baixinho atleticano se desdobra no ataque e na marcação, vale por dois, o equatoriano deixou o Galo com 10, tão mal jogou, além de não marcar ninguém.

A supremacia gremista foi robusta, tanto no meio do campo quanto pelos lados do gramado, principalmente pela esquerda.

Renato Gaúcho deu ao time bem montado por Roger a alma gaúcha que faltava.

O Galo teria se desdobrar para superar o rival no segundo tempo e voltou sem mexida.

No Grêmio ninguém jogava mal. No Galo, na linha, só Gabriel e Pratto se salvavam.

E, aos 10, num arranque sensacional, Pedro Rocha fez fila na defesa atleticana, deixou quatro para trás e fez 2 a 0.

Aos 13, enfim, Cazares foi sacado e Clayton entrou.

Tinha só um time com sangue nas veias: o do Grêmio.

É claro que em matéria de Copa do Brasil duvidar das viradas do Galo é um perigo, mas do jeito que as coisas estavam aos 15 minutos o pentacampeonato gremista estava mais que desenhado.

Já imaginou como estava um torcedor colorado?

O cruzeirense estava feliz, certamente, mesmo vendo o Grêmio perto de se tornar o maior vencedor da Copa do Braail.

E Inter e Cruzeiro se enfrentarão no fim de semana, em jogo que pode decretar a queda colorada.

O alento mineiro veio aos 20, quando Pedro Rocha foi expulso de campo, ao tomar o segundo cartão amarelo por falta desnecessária, depois de ter recebido o primeiro ao tirar a camisa para comemorar o segundo gol.

Pedro Rocha chorou. Com ele, a torcida tricolor, mas Renato o consolou e tirou Douglas, para botar

Marcelo Oliveira pôs Hyuri e Marcos Rocha e tirou Júnior Urso e Maicosuel.

O Grêmio passou a se defender e praticamente a desistir de ampliar, o que parecia próximo 11 contra 11.

Depois de muita pressão, aos 36, Fábio Santos bateu escanteio pela esquerda e Gabriel pegou uma balaço de primeira, de sem pulo, para diminuir: 2 a 1.

Adivinhe?

“Eu acredito! Eu acredito!”. O Galo ressurgia e, mesmo se não empatasse, iria vivo para Porto Alegre e, você sabe, não duvide do Galo.

Jaílson entrou e Ramiro saiu.

E não é que aos 45 Geromel saiu em contra-ataque pela direita e deu na medida para Éverton fazer 3 a 1?

Heroico, fabuloso Imortal!

Pode perder por um gol e será penta.

Enquanto isso, em Chapecó, a Chapecoense sofria para manter o 0 a 0 que o colocava na final da Copa Sul-Americana.

Depois de controlar o primeiro tempo, o time brasileiro viu o San Lorenzo mandar bola na trave e mandar no segundo tempo.

Só aos 22 minutos a Chape fez o goleiro argentino trabalhar.

No derradeiro minuto, com o pé, o goleiro Danilo garantiu o time catarinense na final da Copa Sul-Americana.

De matar!

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