Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança”

Roberto Shinyashiki: é médico-psiquiatra, conferencista, empresário e escritor brasileiro

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Alô, alô, latinha esculpida nos ombros!

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Este papo de reinventar o famigerado ranking da arbitragem que favoreceu alguns, em prejuízo de outros, quando de sua longínqua gestão na presidência da CA-FPF, que tinha como verdadeiro mandante o “ético” Arthur Alves Junior, concomitantemente, presidente do SAFESP e membro da ANAF, não dará certo na CBF, vez que: tanto quanto na FPF e demais federações, as catastróficas e nojentas influencias politicas continuarão a proteger os menos capazes

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33ª Rodada da Série A do Brasileirão -2016

Sábado 29/11

Corinthians 1 x 1 Chapecoense

Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (ASP-FIFA-RS)

Item Técnico

Os gols do empate foram antecedidos por falta-penais corretamente sinalizadas

Item Disciplinar

Aceitável

Santos 1 x 0 Palmeiras

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Item Técnico

Com este papo de estatística para agradar a chefia e parte da imprensa; deixar o jogo correr invertendo e não sinalizado faltas, virou rotina no trabalho deste “representante” das leis do jogo

Item Disciplinar

Apesar de ter advertido com cartão amarelo 03 defensores do Palmeiras / 04 santistas, em algumas e hostis disputas, se fez de migué

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Copa do Brasil 2016 – Quarta Feira 02/11

Atlético-MG 2 x 2 Internacional-RS

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (ESP-BA)

Item Técnico

Durante o transcurso da refrega o árbitro perpetrou várias agressões às leis do jogo, uma das mais graves: O primeiro gol da equipe atleticana, marcado por Robinho foi antecedido por violenta falta cometida por seu consorte Luan e na cara do assoprador de apito, vez que, praticou o perigoso e conhecidíssimo carinho em um dos oponentes, no espaço situado entre o meio do campo e a linha intermediaria da defesa da equipe gaúcha; na sequência, a redonda sobrou pro seu consorte Pratto, passar para Robinho mandá-la profundo da rede adversaria.

Item Disciplinar

Profundamente triste

No todo

O campo de jogo se transformou em picadeiro

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Politica

A lei para quase todos

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Por que parlamentares se apegam tanto ao foro especial e desqualificam os outros magistrados?

Foro privilegiado, ou foro por prerrogativa de função? Cláusula de barreira ou cláusula de performance? As palavras, principalmente em política, costumam expressar posições bem definidas.

O que chamamos foro privilegiado nem sempre foi visto assim. No passado era pior. As pessoas tinham direitos a partir de sua origem, de sua classe social, algo que as acompanhava até à morte. Nesse sentido, ao limitar o foro especial ao exercício de uma função, houve um avanço indiscutível. Perdido o cargo, retorna-se ao destino comum.

Deputados e senadores só podem ser processados pelo Supremo Tribunal. Em princípio, não é uma coisa boa se você fez algo errado. Os juízes do Supremo são mais competentes e, portanto, mais capazes de desarmar todas as tramas da defesa. Além disso, ao ser condenado pelo Supremo, não há para onde correr, não há chances de recursos a uma instância superior, como na vida aqui embaixo, onde os condenados se veem às voltas com juízes de primeira instância.

Por que os parlamentares se apegam tanto ao foro especial? Por que desqualificam os outros juízes, considerados por Renan Calheiros juizecos de primeira instância? Por que preferem o que deveriam temer?

A resposta está no tempo, isso que nem sempre sabemos definir, mas sabemos muito bem o que é. Os processos no Supremo levam anos para ser julgados, o tempo corre a favor dos acusados.

Segundo os últimos números, cerca de 224 parlamentares são objeto de investigação ou ações no Supremo. De 1988 para cá, 500 foram investigados e apenas 16, condenados.

Os números atuais são um recorde. Alguns parlamentares respondem a mais de um processo. Há os recordistas, como o senador Lindberg Farias (PT-RJ)ou o ex-deputado Paulo Cesar Quartiero, hoje vice governador (de Roraima), com 13 inquéritos cada um.

Nada tenho pessoalmente contra Quartiero. Desenvolvi mesmo uma visão crítica sobre a delimitação da área indígena Raposa-Serra do Sol. Mas andei por lá em algumas ocasiões, inclusive num momento em que Quartiero destruiu suas instalações de beneficiamento do arroz que produzia, revoltado com a perda de suas terras.

Como fiz algumas fotos, a Justiça me chamou para depor. Fui lá, no dia e hora e marcados, e contei o que vi. E disse que tinha as fotos. Por precaução salvei algumas e as mantive na mesa do computador.

Nunca mais fui chamado. De vez em quando, olhava as fotos e pensava comigo mesmo: vou mantê-las aí, pode ser que se interessem, que queiram ao voltar ao tema. Com o tempo retirei-as da minha vista. Nunca mais soube de nada a respeito desse assunto e, na verdade, perdi o interesse.

Claro que quero voltar a Uiramutã e pernoitar numa pensão de R$ 20 por noite, rever todas as belezas daquela região de Roraima, na fronteira com a Venezuela e a Guiana. Mas o destino da Raposa-Serra do Sol, tão discutido no passado, não é mais pauta de reportagem. Teria de fazer uma grande ginástica narrativa para que as pessoas se interessassem pelo que, de fato, aconteceu depois da delimitação da área indígena.

Tudo o que é sólido se desmancha no ar. A frase de Marx, adaptada por Marshall Berman para o continente americano, tem plena validade para o Brasil. Estou falando de um dos 500 casos que, por coincidência, se entrelaçaram com a minha trajetória pessoal.

Um dos inquéritos mais antigos de Renan Calheiros é o que envolvia sua amante mantida por empreiteira. O caso revelou uma riqueza pessoal insuspeitada e também se dissolveu no ar. Todas as etapas foram cumpridas no tempo. Acabou em pizza, o que em termos amorosos quer dizer: em poses para uma revista masculina.

A passagem do foro privilegiado para o comum não significa necessariamente uma solução perfeita para o problema. Lembro-me de que o deputado Bonifácio de Andrada muitas vezes enfatizou, em conversas sobre o tema, como é perigoso ser perseguido por um juiz no interior, sobretudo no momento eleitoral, em que as paixões políticas se acendem.

Atualmente, fala-se numa espécie de Corte dedicada exclusivamente aos parlamentares e outros detentores de foro especial. Não me parece a melhor saída. No entanto, a pior de todas é continuar empurrando com a barriga, enquanto os processos dormem no Supremo.

Aquele célebre momento em que Dilma nomeou Lula para protegê-lo de Sergio Moro deveria ser um ponto de inflexão. Na verdade, o mensageiro acabou ofuscando nossa memória da mensagem. Quem não se lembra do Bessias? Depois que Dilma caiu, todos queriam saber do Bessias, por onde andava, se estava recebendo seu salário, que futuro teria o Bessias num país sem Dilma na Presidência… Se, de repente, começarmos a chamá-lo de Messias, sua mensagem pode ter um significado mais amplo. Seu tropeço anunciaria um novo tempo, sem truques e artimanhas.

Ex-governantes sofrem crueldades, assim como repórteres investigativos. Uma delas é a dispersão de processos, o que os obriga a correr de um lado para o outro, tornando-os escravos de uma defesa de Sísifo.: mal se explica aqui e já é preciso sair correndo para se explicar a alguns quilômetros de distância.

Com todas essas pedras no caminho, é preciso buscar uma saída. Dizem que uma das conquistas da Lava Jato foi demonstrar que a lei vale para todos. Mas vale mesmo?

A cadeia de Curitiba está cheia de gente sem mandato. Quem tem mandato tem polícia particular, com sofisticadas malas para desmontar grampos, assessorar bandidos no Maranhão. E ministros no Supremo para, com a rapidez de um relâmpago, livrá-lo das complicações. Mexam com os jagunços de terno preto e gravata e não faltará uma sumidade jurídica para nos esfregar a Constituição na cara.

A lei vale para todos? Felizmente, ainda não estão prendendo quem responde a essa frase com uma gargalhada.

Autoria do jornalista Fernando Gabeira – Publicado no Estadão do dia 04/11/2016

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Velhacaria

Entre a primeira quarta ou quinta feira da primeira semana do mês de novembro, expressando total desrespeito para com os anseios da população honesta, trabalhadora e sofrida, deste corrupto e corrompido Brasil, brasileiro, maioria dos deputados federais, certamente, por estar direta ou indiretamente com o rabo preso em diversas falcatruas; na peculiar cara de pau, deixaram de votar o projeto de Lei Ficha Limpa

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Finalizando

“Não existe democracia onde impera a corrupção, a injustiça, a mentira e a hipocrisia”

Mauro Roberto – pensador

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP/05/11/2016

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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