Os números que revelam o caos de gestão da Arena em Itaquera

Levantamento promovido por grupo de associados do Corinthians, enviado a este blog, demonstra, em preocupantes números, o caos de gestão da Arena em Itaquera.
Em 73 jogos, o Corinthians arrecadou R$ 77,9 milhões, destes, porém, somente R$ 21,3 milhões sobraram para abater a dívida com a Odebrecht.
R$ 56,6 milhões desapareceram, relacionados como despesas.
Em média, R$ 766 mil por partida, com R$ 273 mil discriminados como “despesas diversas”, ou seja, difíceis de serem explicadas.
Há evidente suspeita, não apenas de incompetência diretiva, mas também de desvio de recursos.
O extrato de gastos é estarrecedor:
- Despesas operacionais diversas: R$ 19,9 milhões (35,3%)
- Confecção de Ingresso/Controle de Acesso (OMNI): R$ 5,9 milhões (10,4%)
- Orientadores e Fiscais: R$ 4,4 milhões (7,9%)
- INSS – Renda Bruta: R$ 6,7 milhões (11,9%)
- Taxa da FPF – 5%: R$ 6,7 milhões (11,9%)
- Policiamento: R$ 5,4 milhões (9,6%)
- Arbitragem: R$ 755,3 mil
- Fundo de Manutenção: R$ 644,9 mil
- Ambulância e Ambulatório: R$ 618,6 mil
- Fiscais/Fiscalização/FPF: R$ 428,1 mil
- Anti-Doping/Laboratório: R$ 347,9 mil
- Monitoramento de Imagens/Torcida: R$ 261,4 mil
- Seguro/Público Pagante: R$ 99,5 mil
- Delegado e Observador: R$ 95,6 mil
- Quadro Móvel: R$ 55,1 mil
- Arrecadador: R$ 41,7 mil
- Cadastramento de Torcidas: R$ 10,3 mil
- Aluguel do Campo (quartas e semi do Paulista): R$ 1,2 milhão
- Divisão de renda (quartas e semi do Paulista): R$ 2,7 milhões
Não estão contabilizados, por razões óbvias, os milhares de ingressos distribuídos, gratuitamente, a facções ‘organizadas”, conselheiros e até a candidatos a vereadores, caso do vice-presidente André Negão, que, segundo informações, durante sua fracassada campanha sacava 200 entradas por partida, ampliando ainda mais o prejuízo do Corinthians.
