“Caso Jack” transforma-se em pizza no Conselho de Ética do São Paulo

O Conselho de Ética do São Paulo, acreditando na desinteligência de torcedores e demais conselheiros do clube, arquivou o famoso “caso Jack”, em que o ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar era acusado de, por intermédio de empresa suspeita de Hong Kong, a Far East Global, armar possível “esquema” para receber comissão no contrato de fornecimento de materiais esportivos, fechado com a Under Armour.
Revelamos, em maio de 2015, que a intermediária inexistia nos endereços fornecidos ao clube:
Conheça a face da “empresa” a quem Carlos Miguel Aidar diz que o São Paulo deve R$ 18 milhões
Aidar insistia que o São Paulo deveria pagar R$ 18 milhões em comissionamento à Far East.
O presidente da Comissão, desembargador José Roberto Blum (ligado a Aidar) alegou, ao servir a Pizza, que a citada empresa “existe”, assim como o intermediário “Jack”, de sobrenome Banafsheha, que estariam estabelecidos em Los Angeles (EUA), mas não geraram prejuízos ao São Paulo.
Não é verdade.
Mesmo nos EUA, a Far East só existe no papel e os R$ 18 milhões somente não foram pagos por conta da revelação, à época, do escândalo.
Outro fato ignorado pelo Conselho, gravíssimo, é o de que o então vice-presidente de Comunicação do São Paulo, Douglas Schwartzman, é representante no Brasil de uma empresa ligada a Jack Banafsheha, a Zanetti Group LCC, com sede também nos EUA, na 11800 W Olumpic Blvd Los Angeles, CA 90064.
A ligação, por razões óbvias, não cheira bem.
Se dentro de campo o São Paulo vive uma das maiores crises de sua história, nos bastidores a situação é ainda pior, com presidente afastado, acusado de corrupção, e seus pares lutando, intensamente, para esconder os desvios de conduta, em vez de apurá-los.
CURRÍCULO DE JACK BANAFSHEHA PUBLICADO NO LIKEDIN, ESPECIFICANDO CARGO DE CEO DA ZANETTI GROUP

CARTÃO DE DOUGLAS SCHWARTZMAN COMO REPRESENTANTE DA ZANETTI NO BRASIL

