Escadinha é nosso Rei

serginho volei

(trecho da Coluna de JUCA KFOURI, na FOLHA)

A Olimpíada dos reis Usain Bolt e Michael Phelps, em seu derradeiro dia, revelou um terceiro imperador: Serginho, o nosso Escadinha, comoveu todo mundo no Maracanãzinho, bicampeão olímpico, duas vezes prata, eleito o jogador mais valioso do torneio de vôlei.

Ser rei em esportes individuais não é nada fácil, em esporte coletivo é ainda mais difícil.

Escadinha foi.

Foi porque entregou seu infinito talento a um sexteto que fez do coração seu maior trunfo -e ninguém tem ou teve na fenomenal história do vôlei brasileiro mais coração que Escadinha.

Aos 40 anos, baixinho de 1,84m entre gigantes, depois de ter abandonado a seleção em 2012 com a prata em Londres e voltado, após quase três anos, a pedido de Bernardinho -novo acerto brilhante do treinador.

O paranaense, não por acaso de Diamante do Norte, considerado internacionalmente o melhor líbero de todos os tempos, posição criada em 1998, excedeu em todos os sentidos.

O líbero não pode sacar, não pode bloquear, não pode nem levantar na zona de ataque, só pode fazer todo o resto, ou seja, receber e defender e defender e receber, com uniforme diferente dos demais.

Diferente dos demais. Demais!

“Ei, ei, ei, Escadinha é o nosso rei”, exultava o Maracanãzinho.

Chorei

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