Associados cobram promessa de conselheiros sobre fim do cabresto eleitoral no Corinthians

fim do chapão

“Conselheiro: honre sua palavra – fim do Chapão !”

Faixa com os dizeres acima foi dependurada ontem, no Parque São Jorge, para ilustrar pacífica manifestação de associados do Corinthians que lutam pelo fim do cabresto eleitoral alvinegro, o apelidado “chapão”, em que 200 carneirinhos são eleitos junto com o presidente para, num universo de trezentos e tantas pessoas, dizer “amém” a todas as decisões da gestão.

Sem democracia e com enorme rabo preso.

No próximo sábado (27) serão colocadas em votação alterações estatutárias elencadas por uma comissão que há meses discute alternativas de modernização das leis corinthianas.

Porém, não há consenso em relação ao fim do “Chapão”.

O grupo que representa a atual gestão trabalha, nas sombras, pela manutenção do atual sistema, apesar de todos terem assinado compromisso de que assim não agiriam, antes do último pleito, razão da cobrança realizada ontem, publicamente, na sede do clube.

Nem mesmo entre os que lutam pelo fim do cabresto existe unidade de pensamento, o que pode, de alguma maneira facilitar a vida dos que brigam pela ditadura.

Se semanas atrás haviam duas alternativas de mudança, nos últimos dias uma terceira surgiu, embolando a cabeça dos que ainda não se decidiram pela melhor solução:

  • Chapas com 200 nomes eleitos proporcionalmente à votação do presidente eleito, ou seja, diferentemente do que ocorre agora, o vencedor das eleições não levaria 100% do Conselho, mas apenas o percentual recebido nas urnas (em exemplo, na última disputa, se adotado o critério, a oposição teria 43% dos nomes, contra “zero” atuais);
  • Chapas com 25 nomes, eleitos, mesmo sem votos, “na cola” de um puxador de votos (espécie de mini-chapão);
  • Votação individual, em que os mais votados seriam empossados no Conselho.

Independentemente do sistema a ser adotado (todos com suas qualidades e defeitos), o primordial é expurgar da vida alvinegra o “chapão”, que inviabiliza qualquer possibilidade de atuação minimamente confiável dos conselheiros do clube, abrindo as portas para a corrupção no Parque São Jorge.

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