Estádio em Itaquera, utilizado pelo Corinthians, pode ficar R$ 112,5 milhões mais caro

lula e andres

Entre preço de custo, que já atinge R$ 1,25 bilhão, e a previsão de valor com juros, algo em torno (se não houver inadimplência) de R$ 1,75 bilhão, o Corinthians segue, em verdade, sem ter a menor ideia do preço final do estádio em Itaquera, pelo qual se comprometeu a pagar.

Faz quatro meses, por exemplo, que recusou-se a honrar parcelas, previamente acertadas, de R$ 5 milhões, apostando em renegociação, absolutamente incerta, com o BNDES.

Se der errado (o mais provável) terá que arcar com juros sobre o calote (que diz ter sido autorizado pela CAIXA).

Na última reunião do Fundo Arena II, gerido pela BRL Trust, empresa envolvida em intermediação de obra tratada como criminosa, (podendo dividir o banco dos réus com WTorre e Petrobrás), realizada em 20 de julho, novos gastos foram adicionados à conta da Arena.

Sob a presidência de Sergio Luiz Verardi, secretariado por Bruno Silva (nomes envolvidos no escândalo referido), o Fundo responsável por gerir o dinheiro do estádio aprovou a contratação de duas novas prestadoras de serviço: Cushman & Wakefield (sediada em New York) e Lacoma Solutions.

Ambas trabalharão como consultoras para que o Itaquerão obtenha a certificação LEED (auto-sustentável).

Não há, na Ata da reunião, a exposição dos valores a serem pagos às referidas empresas (somente em taxas, a serem quitadas no U.S. Green Building Council, o FUNDO terá que pagar US$ 22 mil), porém, segundo o SECOVI, para adequar um imóvel aos requisitos mínimos exigidos para obtenção de um certificado LEED, gasta-se em torno de 4% a 9% do valor total da obra (dependendo no nível de certificação, se “simples” ou “Platinum”).

http://www.secovi.com.br/noticias/investimento-em-sustentabilidade-comeca-a-pegar-no-mercado-imobiliario/855/

Levando-se em consideração o preço do estádio, declarado pela ODEBRECHT às companhais de seguro, em torno de R$ 1,25 bilhão, o Corinthians (que, por contrato, é o responsável final pelo pagamento de todas as despesas) terá entre R$ 50 milhões e R$ 112,5 milhões de acréscimo no valor a ser quitado pelo empreendimento.

O Itaquerão, que na reunião de aprovação do Conselho Deliberativo do Timão, foi apresentado a custo de R$ 350 milhões, aproxima-se de R$ 2 bilhões (incluindo juros), com novos gastos sendo acrescidos à obra, sem autorização (nem conhecimento) de conselheiros e associados, orçados e contratados por um Fundo, gerido por empresa umbilicalmente ligada à Odebrecht, que teve seus gestores, todos (um deles sócio de familiar do deputado federal Andres Sanches (PT), presos por corrupção no âmbito da “operação Lava-Jato” da Polícia Federal.

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