Edgardo Bauza transformou um vexame em possibilidade de conquista da América

Em meio a crises internas profundas, que culminaram na expulsão do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, acusado de corrupção, o São Paulo iniciou 2016 com um treinador novo, o argentino Edgardo Bauza, e um elenco que gerava suspeitas em seus torcedores.
As primeiras partidas foram desastrosas, com futebol medíocre, indicando que o período seria de vexames nunca antes vividos na história do clube.
Este jornalista, inclusive, escreveu diversas vezes sobre acreditar que o Tricolor lutaria, se tanto, para escapar de rebaixamentos nos torneios que viesse a disputar.
Ainda bem, erramos todos, menos a atual gestão do clube, que deu tempo para o argentino trabalhar.
Bauza transformou o que parecia imutável, organizando um bom setor defensivo (apesar do goleiro gerar calafrios), recuperando para o futebol o talento de Paulo Henrique Ganso (injetando-lhe vontade de vencer, que parecia perdida no tempo) e sabendo, diante das limitações evidentes, delas tirar proveito para, humildemente, recuar quando necessário.
O treinador adquiriu no clube, com seu esforço e inteligência, importância semelhante a de Tite no Corinthians, também especialista em fazer milagres utilizando-se de elencos medianos.
Hoje, o São Paulo, após a batalha do Independência, é o grande favorito à vencer a Libertadores da América, torneio pelo qual sempre nutriu especial predileção, sendo apelidado, após três conquistas, como “Soberano”.
