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Não há votos perpétuos

compradevotos

Por NAPOLEÃO DUMONT

Desculpem-me a expressão, mas não há mais saco que aguente os cães raivosos martelarem a tecla dos 54 milhões de votos que a notória presidenta recebeu nas últimas eleições.

Pondo de lado a teórica possibilidade de fraude na urna eletrônica (de primeira geração, quando países que adotam o sistema já estão na quarta), assim como autoridades no assunto admitem a possibilidade de fraude na mega-sena, e o candidato a Prefeito de São Paulo, Celso Russomanno, disparado na frente das pesquisas até duas semanas antes veio a ser derrotado, é preciso acabar com essa história de 54 milhões de votos.

Os votos retratam apenas e exclusivamente um momento: o da votação, e não podem prolongar seus efeitos para além, para o futuro, para duração de todo o mandato, até porque há eleitores que, já no dia seguinte, estão arrependidos pelo voto que deram. E durante o mandato isto irá num crescendo.

Milhões se arrependem, embora não se manifestem.

Repito: os votos valem apenas no momento da votação, identificando uma escolha, valendo uma investidura.

É rematada burrice ou voluntário cinismo querer que a aprovação dure um mandato, não obstante legitime a investidura, com as ressalvas de possibilidade de recall ou impeachment, onde existam.

Votos mais solenes não duram a vida inteira. Querem exemplos ?

Religiosos que proferem votos perpétuos e, depois, renunciam e voltam à vida secular.

Mas há mais ! Os mais solenes votos, e unânimes, proferidos no matrimônio, e invocando Deus como testemunha, na realidade admitem arrependimento ou causas posteriores, pois não for assim e não haveria separação, desquite ou divórcio de casais.

Aqueles votos solenes, destinados à perpetuidade, “até que a morte os separe”, às vezes, muitas vezes, não duram mais que um sonho de verão !

É assim mesmo, com os votos nas eleições políticas. Em casos que a continuidade se tornou insuportável – seja para o casal, ou para a família, ou para a Pátria – existe o divórcio ou o impeachment.

Tanto faz os eleitos terem recebido dois votos mútuos ou milhões.

A separação ou o impedimento desligam o compromisso, que não pode mais ser invocado.

Chega de alegarem, cinicamente, os 54 milhões de votos !

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One Response to “Não há votos perpétuos”

  1. tavares41 Says:

    Nunca mais os politicos vao me pegar nao votaria em filho da Puta nenhum sao todos corruptos e ladroes!!!!!

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