O melhor do mundo cai, na bola e no apito

De maneira surpreendente, mas com ajuda da arbitragem, o valente Atlético de Madid venceu o gigante Barcelona por dois a zero (perdeu a primeira por dois a um), classificando-se para as semifinais da Champions League.
A primeira etapa teve os catalães, apesar de apáticos, controlando as ações, até que, após bobeada da defesa, Griezmann abriu o marcador para os madrilenhos.
O Barcelona foi obrigado a atacar, mas encontrava dificuldades, não apenas pela fortíssima marcação adversária, mas também porque seus principais jogadores realizava partida abaixo do que costumam produzir.
Não me lembro de partida em que o regular Iniesta tenha jogado tão mal.
Messi e Neymar pareciam anestesiados.
Suarez, apesar de combativo, falhava nas conclusões.
Os primeiros dez minutos do segundo tempo foram de terror para o Barça, com o Atlético partindo para cima, colocando bola na trave, e quase marcando.
Porém, daí por diante, mesmo não demonstrando o futebol habitual, que consagraram-no o melhor time do mundo, o Barcelona tentou sufocar o adversário, que, ainda assim, apesar do recuo exagerado, mantinha boa marcação.
Até que, já com o Barça em desespero, o Atlético engatou contragolpe com Filipe Luiz, que resultou em pênalti de Iniesta (como se fosse goleiro), convertido com perfeição por Griezmann.
Restava aos espanhóis marcar um gol para levar o jogo à prorrogação, e, minutos depois, a zaga do Atlético cortou a bola com a mão, escandalosamente dentro da área, mas a arbitragem, equivocadamente, marcou fora.
No final, o melhor time do mundo, em má-fase, perdeu para um dos azarões do torneio, restando na Champions o Bayern de Munique e o Real Madrid, como únicos representantes do futebol arte, ambos enfrentandoi (com ordem a ser decidida no sorteio), além do aguerrido vencedor do jogo de hoje, também ao Manchester City da Inglaterra.
