Andres Sanches confirma permanência na Arena, fim do seu grupo, mas diz que não apoiará opositor Citadini

Andres Sanches, Marcio Seboso e André Negão

Andres Sanches, Marcio Seboso e André Negão

Entrevistado pela Bradesco Esportes, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, expôs a fragilidade do atual mandatário, Roberto “da Nova” Andrade, a quem detonou nos últimos dias, reiterando que, mesmo sem cargo, permanecerá mandando nos principais e mais lucrativos negócios da Arena em Itaquera:

“Eu estou no estádio ainda, eu não sai do estádio… deixa eu explicar uma coisa do estádio… o estádio, como eu que fiz toda a engenharia, desde o começo, eu e o Luis Paulo Rosenberg… o Rosenberg se afastou por livre e espontânea vontade e por decepções, também, dentro do clube, e eu continuei à frente.”

“Eu estou participando das coisas maiores, que são: o nome do estádio, a renegociação com a CAIXA, a negociação com a “Odebrecht) construtora, eu estou brigando feio ai na auditoria independente que está sendo feita, então esse tipo de coisa eu estou ainda coordenando junto com o Presidente”.

Vale lembrar que o chefe de gabinete de Andres Sanches, o vice-presidente André Negão (que prometeu, mas não entregou o cargo), foi preso pela Polícia Federal, acusado de receber R$ 500 mil da Odebrecht, tratados como “propína” pela “Operação Lava-Jato”.

Falando sobre política do Corinthians, reiterou que o ciclo do grupo “Renovação e Transparência” chegou ao fim:

“acho que agora já acabou o ciclo da “Renovação e Transparência”, do meu grupo… dez anos no poder… acabando o mandato do Roberto vai dar dez anos, já é o suficiente… precisa, desculpa, de ares novos, mas não me arrependo de nada… erraram, acertaram, como eu errei e acertei…”

Questionado sobre a provável candidatura do oposicionista Roque Citadini, respondeu:

“(sobre candidatura de Citadini) primeiro não sei se ele é candidato, mas se ele for, quem vai decidir é o sócio, eu não tenho nada contra ele… não sou amigo, mas sou colega, nos respeitamos bastante… sempre fomos oposições um ao outro, com respeito, agora, quem vai decidir é o sócio… e eu não vou apoiar”

Há quem diga, entre os oposicionistas, que não ser avalizado pelo deputado, investigado pela Polícia Federal e pelo STF por diversos desvios de conduta, trata-se, efetivamente, do maior apoio que o grupo poderia receber

Por fim, Sanches, em evidente delírio, afirmou que “nunca mandou no clube”, mas colocou em saia justa o grupo “Corinthianos Obsessivos” (citando nomes), que trabalhou na gestão do dirigente, mas sempre teve discurso, ao menos para a mídia, de que haviam democratizado a política alvinegra, insinuando que tentaram prorrogar o mandato dele (somente seria possível com golpe no Conselho), que não teria aceitado:

“(…) eu sou um dos caras, você pode perguntar ai para Luis Paulo Rosenberg, vocês conhecem… Raul Corrêa, Bussab, Fernando Alba, Sergio Alvarenga, Felipe Ezabella, que trabalhavam comigo, se eles conheceram alguém que delega mais do que eu…”

“(…) então, eu sempre trabalhei em equipe… então, eu ouvi falar: “tem ditador, mandatário no clube…”

“eu nunca mandei no clube… se eu quisesse mandar no clube não tinha saído do clube na época, que queriam prorrogar o meu mandato para mim continuar…”

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.