Protógenes Queiroz (PCdoB) fugiu para a Suiça para não ser preso no Brasil

A Suiça aceitou os argumentos do ex-delegado e também deputado federal, Protógenes Queiroz, de que seria morto se retornasse ao Brasil por “saber demais sobre a corrupção e os corruptos do país”, e deverá conceder-lhe asilo político.
O país europeu comoveu-se com a história, nitidamente de ficção, e, após entrevista “comovente” do ex-parlamentar à televisão local, passou a tratá-lo, vejam só, como Eliot Ness (do famoso grupo “Os Intocáveis”, que, nos anos 30, prendeu o mafioso Al Capone) tupiniquim.
Queiróz, condenado a dois anos de prisão por irregularidades Operação Satiagraha, que facilitaram a vida do investigado banqueiro Daniel Dantas, além de não ter indiciado o ex-presidente do Corinthians Andres Sanches no caso MSI (após divulgar à imprensa que tinha provas para fazê-lo) e depois receber doação de campanha do citado dirigente, fugiu do Brasil, sem alarde, em outubro de 2015.
Segundo fontes da PF, Protógenes estava sendo investigado, também, pela “Operação Lava-Jato”, apesar de na Europa dizer que contribuía, informalmente, com o caso.
“Sinto-me em casa na Suiça”, disse à TV local.
Certamente não terá dificuldades em movimentar recursos, que, muito provavelmente, lá estavam antes mesmo do ex-deputado pensar em se tornar cidadão do país.
