Corinthians manobra por calote na Odebrecht e pagamento apenas do BNDES

Aproveitando-se da atuação situação da Odebrecht, com toda a diretoria presa por corrupção, o Corinthians arma, internamente, uma estratégia para dar verdadeira facada nas costas da construtora do estádio em Itaquera.
A comissão formada por conselheiros de situação e oposição, amparados por investigação de auditoria, encontrarão, por razões evidentes, o superfaturamento da obra, que os atuais dirigentes do clube, partícipes ativos do negócio (inclusive, segundo a PF, embolsando parte do dinheiro) fingirão desconhecer.
Com o discurso de “fomos enganados”, o Corinthians decidirá, então, pelo calote da construtora, pagando, somente (se conseguir), a dívida do empréstimo com o BNDES.
Pouco mais de R$ 400 milhões.
Ainda assim tentará renegociá-la (apesar da remota possibilidade de obter êxito), tentando ampliar o prazo de carência, alongando os meses de pagamento.
Para disfarçar o calote, cederá à construtora todos os CIDs da Prefeitura (aqueles que ninguém quer comprar), dando por quitada a pendência.
Os empréstimos pontes e demais cobranças, afiançadas pela Odebrecht, não serão pagos.
O golpe, anunciado neste espaço desde sempre, antecipado pelas circunstâncias da “Lava Jato”, sequer (acreditam os dirigentes) poderá ser reclamado pela Odebrecht, sob risco de complicar ainda mais a situação da empresa se o assunto for devidamente esmiuçado pela imprensa.
