As “organizadas” do Corinthians e o regime militar

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Amparando-se na falta de conhecimento histórico de grande parte da população, as torcidas “organizadas” do Corinthians, espertamente, realizam discurso de que sempre lutaram contra a Ditadura no Brasil.

É absoluta inverdade.

Nas últimas semanas, chegaram ao desplante de apropriarem-se, indevidamente, do termo “Democracia Corinthiana” (movimento de atletas alvinegros, que, de fato, lutaram contra o regime), sem possuírem nenhuma proximidade com os ideais originários daquele período, utilizando-se da “marca”, com despesas pagas por empresário, nas manifestações em apoio ao governo de Dilma Rousseff.

Há três dias, publicamos texto absolutamente esclarecedor, assinado pelo Professor Hilton Nóbrega da Costa, sobre o comportamento das “organizadas” no período em que os militares comandavam o país, que pode (e deve) ser conferido no link abaixo:

As torcidas organizadas e a ditadura militar

Por sugestão do leitor Mitsuo Matsuyama, chegamos a outro documento, histórico, comprovador da adesão dos clubes e das torcidas “organizadas” ao regime vigente à época no Brasil.

Trata-se de um vídeo que imortalizou a visita do então presidente Ernesto Geisel ao Parque São Jorge, quando da entrega do terreno em que deveria ter sido construído, em 1978, o estádio do Corinthians.

Vale a pena observar o ginásio do Parque São Jorge lotado, com ampla presença das “organizadas”, entre as quais, com faixas estendidas, Gaviões da Fiel, Camisa 12 (fundada pelo ex-diretor financeiro Raul Corrêa da Silva) e Coração Corinthiano.

Todas, ao invés de críticas, exaltando a presença do então ditador brasileiro.

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