Palmeiras demitiu o treinador. Por que não arriscar no “português” da Ferroviária ?

sergio vieira

Os números, 24 vitórias, 11 empates e 18 derrotas, incompatíveis com o que se espera do desempenho de uma equipe com a grandeza do Palmeiras, indicam que o trabalho do treinador Marcelo Oliveira não deu certo.

Talvez, a escalação do veterano Zé Roberto, que, por razões óbvias, não tem o mesmo fôlego, na lateral esquerda (setor que mais exige fisicamente de um atleta) e não no meio-campo (local que poderia utilizar-se de sua criatividade) exemplifique melhor os diversos equívocos cometidos no exercício da função.

A demissão, portanto, foi justa, mas não pode ocultar a péssima administração de futebol que atinge duas gestões do presidente Paulo Nobre, responsável por deixar o clube nas mãos de Brunoro em primeiro momento, e de Alexandre Mattos, atualmente, ambos mais preocupados em fazer negócios do que em resolver os problemas palestrinos.

Nesse emaranhado de jogadores contratados pelo Verdão nos últimos anos, sem critério esportivo algum, talvez a melhor solução seja a de apostar num treinador que, apesar das claras limitações de elenco (muito inferior ao do Palmeiras) fez da Ferroviária uma equipe competitiva, e que joga futebol com absoluta qualidade.

O português Sergio Vieira merece a oportunidade, e poderia, no mínimo, fazer o torcedor do Palmeiras sonhar com tempos melhores, em que o clube tratava a bola como Academia, não com a mesmice que tem assolado a cabeça dos mesmos de sempre, que cobram fortunas, mas escalam as equipes quase sempre pensando apenas em manter o emprego (que perdem, pelo mesmo motivo).

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