Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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Mais perde em amizades quem mais teima nas verdades
Provérbio brasileiro
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Reminiscências
Meu amigo Eduardo Thomas Borghetti ex- árbitro de futebol, continua na batalha para que haja decência na administração da cidade de Sertãozinho, comandada por prefeito do PSDB, devidamente amparado com apresentação de documentos protocolados nos órgãos públicos municipal, estadual e federal a quem cabe à investigação, anda desanimado com a influência das denominadas forças ocultas, vez que, a situação está emperrada, nada avançou; através e-mail, reportou um dos casos ocorrido no tempo que militava no setor de árbitros da FPF:
Fiori
Não me reporto à data, nem o lance; cito o fato: Exercendo o posto de bandeirinha, hoje denominado, assistente do árbitro, em determinado momento da contenda Olímpia x Ibitinga, arbitrada por Paulo Souza Arruda, confirmamos o segundo gol da equipe visitante
Rebuliço
Não contente, o treinador do Olímpia, acompanhado de alguns atletas, colocou a bola embaixo do braço, nos ameaçou dizendo:
– ou anula, ou o jogo acabou. Não deu outra! Jogo acabou
Ressaltando
O relatório foi preenchido na estrada, paramos o carro, abrirmos o porta-mala do opala, usando-o, na condição de apoio
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Sétima Rodada da Serie A1 do Campeonato Paulista – 2016
Sábado 27/02
Ponte Preta 1 x 0 São Paulo
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
Item Técnico
Fiquei em dúvida sobre lance de possível penalidade máxima a favor do São Paulo, mesmo assim, no ato, apoiei a interpretação do representante das leis do jogo
Item Disciplinar
Aceitável
Corinthians 1 x 0 Oeste
Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Itens Técnico/Disciplinar
Os representantes das leis do jogo não influíram no resultado da refrega. Trabalho normal
Domingo 28/02
Palmeiras 1 x 2 Ferroviária
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Itens Técnico/Disciplinar
Trabalho aceitável dos representantes das leis do jogo
Reproduzo
Thiago Duarte, tem potencial para o exercício da atividade, no entanto, deve e urgente, diminuir a postura ostentosa quando no exercício da função, vez que, o espetáculo deve ser proporcionado pelos atletas, a ele, cabe representar as leis do jogo
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Segunda Fase da Copa Libertadores – 2016
4ª Feira 02/03
Corinthians 1 x 0 Clube Independente Santa Fé (COL)
Árbitro: Mauro Vigliano (ARG)
Itens Técnico/Disciplinar
Algumas oscilações quanto à marcação de faltas; no todo, os representantes das leis do jogo não influenciaram no resultado
5ª Feira 03/03
Palmeiras 2 x 0 Clube Atlético Rosário Central (ARG)
Árbitro: Enrique Cáceres Villafane (PAR)
Item Técnico
A penalidade máxima sinalizada contra o Palmeiras e defendida pelo goleiro Fernando Prass; foi correta
Item Disciplinar
Aceitável, não entrou no barulho de alguns litigantes
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Política

Brasil purificado
É isso que precisamos! Chega de divagar sobre a ladroeira dos nossos descobridores, de lá pra cá, passaram 516 anos não é possível que continuemos usando este expediente como bengala para justificar a crescente e descontrolada roubalheira instalada em todos os setores da vida político-administrativa e publica deste nosso querido e amado Brasil, brasileiro
Investigação
É necessário a continuidade nas investigações sobre os desmandos dos quadrilheiros petista, possivelmente, comandados por Lula, conhecido por boa parte do povo honesto e trabalhador, como braço curto, ou seja: aquele que pouco ou nada produziu ou produz de modo incorruptível
Justiça
Para eliminarmos a cultura do ele rouba mas fez e faz, aplaudidíssima por parte numerosa de nossa gente, caberá aos magistrados, punir todos os implicados com bastante rigor, se possível, sequestrar o que auferiram ilegalmente
Em Tempo
Depois de concluídas as investigações sobre os desmandos cometidos por todos os petistas, ou melhor por Lula e companheiros, tenho convicção absoluta, que se faz necessário investigar os componentes do PSDB, dentre estes: Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, este último e alguns de seus adjuntos, no caso dos trens e estações do metrô do estado de São Paulo
Definindo
A roubalheira, indiretamente, impede que tenhamos serviços públicos decentes, principalmente, nos itens Saúde, Educação e Segurança, serviços amplamente indispensáveis em nosso dia a dia
Pena
Por mim, quem direta ou indiretamente rouba o erário publico, deve ter os bens confiscados e ser condenado à morte imediata
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Dilma viu riqueza. Era corrupção
Quando deixou a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, em março de 2010, Dilma Rousseff disse que se sentia muito feliz, orgulhosa e grata pelo aprendizado. “Você tem uma nova visão de Brasil, vê a riqueza do Brasil”, afirmou.
Estava, pois, num posto privilegiado, onde ficou sete anos. E como não viu os desastres cometidos na gestão da empresa? Porque não foi apenas roubalheira. A Petrobras foi também destruída por uma administração no mínimo temerária, que deixou prejuízos bilionários para a companhia.
Eis dois exemplos bem atuais. Na última terça, a Petrobras foi condenada no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) a pagar impostos e multas no valor de R$ 7,3 bilhões. O Carf considerou irregulares duas operações feitas em 2007 e 2008, nas quais a companhia colocou como despesa operacional os aportes de R$ 6 bilhões que fizera para o Petros, fundo de pensão dos funcionários. A despesa operacional abate do resultado e, pois, reduz o imposto a pagar.
Dirão: mas é uma questão de contabilidade, não passa pelo Conselho de Administração.
Errado. Essa manobra — bilionária — aparece no balanço e tem de chamar a atenção do conselho, pelo menos de um conselho minimamente atento.
Outra: na mesma terça passada, o ValorPro, serviço de informação on-line do Valor, informou que a Petrobras obteve um prejuízo de US$ 1,95 bilhão na compra da refinaria de Okinawa, no Japão, efetuada em 2008. O jornal teve acesso a um relatório da própria companhia. A refinaria foi fechada, por inútil, no ano passado. Está à venda, mas não apareceram compradores.
A compra se deu dois anos depois da aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA — isso mesmo, aquela que deu um prejuízo do mesmo tamanho, sem contar a roubalheira.
Para os dois negócios desastrosos, Dilma Rousseff, já como presidente da República, deu a mesma explicação. O conselho havia autorizado as compras com base em resumos executivos oferecidos pela diretoria.
Dois resuminhos e tudo bem?
A reportagem do ValorPro, assinada por Cláudia Schüffner, jornalista de reconhecida competência nessa área, conta que a compra de Okinawa foi intensamente debatida por quadros técnicos da estatal, muitos levantando dúvidas e restrições. Não devem ter aparecido nos resuminhos.
Quem começou o negócio de Okinawa foi Nestor Cerveró. Quem fechou foi Jorge Zelada, ambos apanhados pela Lava Jato. Assim como os envolvidos com Pasadena, Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Foi também durante o período de Dilma no Conselho de Administração que a Petrobras decidiu construir quatro refinarias, as de Pernambuco (Abreu e Lima), do Rio (Comperj) e as duas “premium” do Maranhão e Ceará. Estas últimas foram canceladas no ano passado. Os projetos, considerados inviáveis técnica e economicamente, custaram cerca de R$ 3 bilhões.
As outras duas refinarias, em construção, tiveram orçamentos estourados em bilhões de reais, estão incompletas, projetos sendo revistos e com a estatal procurando sócios novos.
Quatro desastres, não é mesmo? De novo, sem contar a roubalheira já demonstrada pela Lava Jato.
Como tudo isso pode ter passado batido pelo Conselho de Administração? Como Dilma, a gerente, não ficou em cima desses projetos?
A nossa hipótese: nem o conselho nem Dilma mandavam. O então presidente Lula decidia tudo. Mais de uma vez Lula se vangloriou disso, de ter determinado que a Petrobras tivesse mais “ousadia” e mais “patriotismo” nos seus investimentos.
Mas isso apenas explica, não elimina a responsabilidade de Dilma Rousseff como presidente do conselho. Digamos que não fosse possível ou fosse muito difícil apanhar as propinas que rolavam por baixo do pano. Mas certamente era possível, e até fácil, desconfiar dos projetos, dos negócios e dos valores envolvidos. Ou da estratégia: construir quatro grandes refinarias ao mesmo tempo? Ela tinha que saber.
O que leva a outra questão, a do momento: o que Dilma sabia ou devia saber sobre suas duas campanhas eleitorais? Ela foi designada candidata por Lula. A engrenagem de Lula montou as duas campanhas com João Santana. Sim, Dilma escolheu alguns colaboradores seus na campanha e no governo, mas a gestão de tudo foi sempre dividida com Lula e seu entorno.
Com a repetição de denúncias de caixa dois e dinheiro de propina nas campanhas, de duas, uma: ou Dilma sabia e deixou passar, ou não sabia e Lula é o responsável por tudo. Mesmo neste caso, porém, como na Petrobras, nada elimina a responsabilidade da presidente.
Na melhor das hipóteses para ela, Dilma cometeu um equívoco fatal para o país. Ali onde ela teria visto “a riqueza do Brasil” estava a maior corrupção da história do país e uma gestão destruidora.
Autoria do jornalista Carlos Alberto Sardenberg
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Finalizando
A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade.
Mahatma Gandhi – foi idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (principio de não agressão, forma não violenta de protesto)
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-05/03/2016
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
