Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos”
Marques de Maricá – foi escritor, filosofo e político brasileiro
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FUTSAL/Árbitros
Desde há muito tenho lido e recebido informações sobre agressões contra árbitros e torcedores do futebol de salão por este Brasil afora, principalmente, as praticadas por atletas de renome nacional e internacional.
Panos quentes
Como sempre, nenhuma tomada de posição visando coibir estes fatos foi tomada pela Confederação Brasileira de Futsal, assim como, por parte da diretoria da Federação Paulista de Futebol de Salão.
Repetitivo
Conforme dados, por orientação da CBFS e filiadas, cabe aos árbitros segurar o máximo a permanecia dos atletas de nomeada, em especial, o craque Falcão, do qual, citarei duas condutas:
1º – No domingo 15/11/2015, na contenda Carlos Barbosa x Sorocaba, referente à semifinal da Liga Nacional de Futsal, repugnante cusparada pra cima dos torcedores da equipe da casa, postados atrás do gol do Sorocaba, equipe por ele defendida; este fato provocou revolta total
2º – No dia 22/02/2016, a equipe do Sorocaba Futsal, como parte da preparação da temporada do ano em curso, amistosamente, enfrentou a seleção de Maringá-PR, vencendo por 5×2, durante a refrega o badaladíssimo camisa 12 foi expulso por reclamação
Intolerável
Seguindo a anarquia instalada em todos os setores deste corrupto e corrompido Brasil, brasileiro, não contentes e revoltados, maioria dos torcedores exigiu seu retorno; com a desordem formada, os árbitros acabaram expulsos e trocados por outros
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Quinta e Sexta Rodadas da Série A1 do Campeonato Paulista 2016
Sábado 20/02
Palmeiras 0 x 0 Santos
Árbitro: Raphael Claus
Item técnico
Não foi muito exigido, quando o foi, aplicou a regra
Item Disciplinar
Corretamente, advertiu com cartão amarelo, três palmeirenses e seis santistas
Adiou
Espaçou e muito para advertir o sempre manhoso e provocador Ricardo Oliveira; vez que; durante o transcurso da contenda, na cara dura, o atacante santista contestou suas determinações e cometeu algumas faltas cito a mais intensa:
– no inicio da segunda etapa, após cobrança de escanteio favorável a sua equipe, acredito, que em nome do senhor, o pastor Ricardo Oliveira, maldosamente, deu leve soco na nuca de um dos oponentes. Sobre este fato; quero acreditar que Rafael Claus não tenha visto
Domingo
São Paulo 1 x 0 Rio Claro
Árbitro: José Claudio Rocha Filho
Item Técnico
Destaco a adequada interpretação por ter determinado a sequencia do jogo quando do lance ocorrido no interior da área da equipe rio-clarense, no momento em que a bola foi raiada por um dos seus defensores, e, em seguida, a mão do mesmo
Item Disciplinar
Advertiu corretamente com cartão amarelo o são paulino Lugano, assim como: três dos defensores da equipe visitante
Ferroviária 2 x 2 Corinthians
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Item Técnico
Trabalho normal
Item Disciplinar
Advertiu com cartão amarelo o corintiano Fagner, e, dois defensores da Ferroviária; dentre estes o goleiro Rodolfo, que , em meu entender,
– deveria ter recebido o vermelho, por ter dado violento e maldoso pontapé no corintiano Romero, ciente que o árbitro houvera paralisado a contenda para atendimento de um dos seus consortes;
– acredito que o fez, por nenhum dos corintianos ter lançado a pelota pra fora do campo, quando de posse da mesma
Sexta Rodada da Série A1 – Quarta Feira 24/02
São Paulo 2 x 0 Novorizontino
Árbitro: Adriano de Assis Miranda
Itens Técnico/Disciplinar
Árbitro e assistentes exerceram suas funções sem problemas
São Bento 1 x 1 Corinthians
Item Técnico
Falha fatal
Por volta do 44º minuto da etapa final, após cruzada da redonda pra área do São Bento, ocorreu à subida do atleta Eder para cabecear e afasta-la daquele local;
– no mesmo instante, um dos corintianos olhou, lançou o corpo e, com o braço esquerdo bem aberto, deslocou seu oponente, praticando a falta
Item Disciplinar
Durante o desenrolar da contenda, deveria ter sido mais enérgico diante do descomedido técnico da equipe do São Bento, como não o fez, no término da mesma, conforme imagem da TV, explicitamente, foi por ele provocado
Concluindo
Por ter sido a primeira vez que o vi arbitrar, sacando o lance que antecedeu o tento corintiano, como também, o problema com o treinador, creio, que conta com bom potencial para o desempenho da atividade, por ser discreto e sempre em cima dos lances
Advirto
Para ter sucesso dentro do campo de jogo, são necessárias algumas correções; fora do campo, não frequentar direta ou indiretamente os imundos bastidores
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Política
As peripécias do obvio
O governo assaltou e arruinou a Petrobras. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti.
No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobras foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei.
Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014.
Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações falava que as contas na Suíça poderiam atingir a campanha dela. Quem é ela? Se afirmar que é Dilma, as almas generosas vão dizer: há milhões de outras mulheres no Brasil.
Delcídio do Amaral já havia advertido Dilma de que a prisão de Marcelo Odebrecht atingiria sua campanha, porque a empresa pagou a João Santana no exterior. Mercadante teria dito: a Odebrecht é problema do Lula. Solidariedade zero entre eles.
Agora, vão dizer que o dinheiro de Santana foi ganho em campanhas no exterior. Ele fez algumas, no universo da esquerda latino-americana. Todas pagas regiamente. Acontece que ele enviou o dinheiro do Brasil. Por que as campanhas lhe pagariam aqui? Acontece que recebeu durante a campanha de Dilma. Por que as campanhas de fora pagariam fora do tempo?
E como se não bastasse: que outras campanhas levaram dinheiro de propina de Keppel Fels, que tem um estaleiro no Brasil, opera com a Petrobras, e seu lobista Swi Skornicki, destinatário de um bilhete da mulher de João Santana, Mônica, orientando-o a depositar os dólares no exterior?
As descobertas da Lava Jato apenas demonstram com provas uma tese cristalina: roubaram para permanecer no poder e acumular fortunas. Mas, sobretudo, para prosseguir no governo, entupindo as campanhas de dinheiro sujo.
Tecnicamente, a Lava Jato seguiu o caminho real: o dinheiro. É em torno da grana que eles giram como mariposas.
Além da cooperação suíça, as autoridades norte-americanas foram rápidas em enviar seus dados. Os suíços mantiveram sua disposição de colaborar.
Enfim, o cerco se fechou, uma parte considerável do mundo se alia ao povo brasileiro no esforço não só de punir os responsáveis, mas também de recuperar o dinheiro roubado.
E o governo, os políticos, os brasileiros, em tudo isso? O que era apenas uma tese que já balançava Dilma se tornou um fato comprovado com documentos. Aliás, mais documentos do que em outros casos da Lava Jato.
Se fosse uma partida de xadrez, diria que o governo levou um xeque-mate. Antes apenas se falava que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado. Agora todos sabem.
Mas o PT não é um jogador de xadrez comum, e não só porque atropela regras. Ele se distancia da própria realidade. Xadrez? Não estou vendo o tabuleiro. Antena no sítio de Atibaia? Lula não usa celular. Prisão do marqueteiro? O PT não tem marqueteiro, é apenas um senhor que nos ajuda.
De qualquer forma, será difícil acordar todas as manhãs, num país mergulhado em crise econômica, e pensarmos que ele está nas mãos de um grupo que roubou para vencer.
E não será apenas uma certeza política. Estarão lá, diante de nós, as contas no exterior, os dólares enviados, as transferências, conversões – enfim, toda a trajetória do fio condutor a que eles estão ligados: a grana.
De qualquer forma, o episódio é um momento de otimismo, na medida em que precipita a queda de Dilma. Como as crises estão entrelaçadas, uma solução política poderia dar algum alento à economia e se um projeto de transição sério fosse levado até 2018.
O PSDB voltou do recesso dizendo que votaria os projetos de interesse do país ao lado do governo. Isso me parece correto, pois sempre fui contra as pautas-bomba que explodem no bolso dos contribuintes. No entanto, não se deve acreditar ser esse o grande problema da oposição. Seu problema é não focar na saída da crise: o impeachment. E não trabalhar com uma ideia mais clara da transição.
Olhando para o futuro próximo, não faz sentido dizer que vota a reforma da Previdência só se o PT votar também. É um tema inescapável na transição.
Orientar-se pela posição do PT é, de uma certa forma, antecipar uma disputa em 2018. Não sabemos direito como será 2018 nem se haverá PT. O problema é achar um rumo para a transição e fazê-la acontecer com a queda de Dilma.
Os acontecimentos da semana mostram que o jogo de empurrar com a barriga é apenas um esforço para levar Dilma até 2018, tudo bonitinho, faixa passada. A realidade, por meio de uma investigação competente, com apoio internacional, mostrou mais uma vez que é preciso pegar o touro à unha.
Os que esperam 2018 deveriam considerar apenas como ele será muito pior se nada for feito. Com que cara o Brasil chegará lá, dirigido por um governo corrupto, incompetente, politicamente nulo?
Quem sabe faz a hora ou espera acontecer? Ao contrário da canção, às vezes, acho melhor esperar acontecer. Mas, no caso específico, há um sentido de urgência.
Continuar com esse governo vai desintegrar o país. Uma terrível animação de Hong Kong já mostra a Baía de Guanabara poluída, atletas vomitando, a estátua do Cristo Redentor fazendo toneladas de cocô. É uma peça de humor. Mas se parece muito com o pesadelo que vivemos no Brasil.
Artigo de autoria do jornalista, escritor e político brasileiro Fernando Gabeira, publicado no Estadão do dia 26/02/2015
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Finalizando
Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.
Darcy Ribeiro – foi antropólogo, educador, escritor e político brasileiro
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Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP- 27/02/2016
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
