Fernando Garcia entrega rolo entre Kalunga e Corinthians

fernando, paulo e andres

“Estava tudo acertado. Chamaria-se Arena Kalunga. Eu sei porque era o intermediário. A Kalunga ia pagar quase R$ 400 milhões por 20 anos de contrato. Para ser sincero, até hoje não sei por que não deu certo.”

Em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, o empresário Fernando Garcia, sócio do deputado federal Andres Sanches (em transação de jogadores), além de irmão do dono da Kalunga, Paulo Garcia, deixou escapar, nas entrelinhas, a maneira de agir de seu grupo na tentativa de unir a empresa de sua família e o Corinthians.

“Eu era o intermediário”, trata-se uma frase absolutamente esclarecedora, levando-se em consideração que em todas as negociações de “naming-rights”, entre o clube e possíveis parceiros, surgem informações de que Sanches (único autorizado pela diretoria do clube a negociar pelo estádio) solicita generosos 20% de comissionamento.

Não se tem notícia de que Fernando tenha efetuado trabalhos no clube sem cobrar, haja vista os rolos com jogadores, públicos e notórios, além dos tais “empréstimos”, que ninguém comprova, mas sob os quais o próprio diz, na mesma matéria, ter cobrado “juros”.

Vale lembrar, também, que dois camarotes do estádio em Itaquera (os únicos) foram negociados para a famíglia Garcia, sem que, até os dias atuais, se tenha notícia de quanto custaram, ou se, de fato, custaram.

Voltando ao negócio que poderia ter transformado em “Arena Kalunga” o campo alvinegro, Fernando não conta que tratava-se apenas de sondagem, que ele sabe as razões de não ter dado certo, e, entre elas, além da proibição estatutária, está o pente fino da “Operação Lava-Jato”, sob o qual Paulo Garcia, seu irmão, preferiu não se arriscar.

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