Quem terá coragem de ordenar uma “Lava-Jato” nas igrejas brasileiras ?

Apesar de controverso, o trabalho do juiz Sergio Moro, com sua “Operação Lava-Jato”, é mais elogiado (pelo resultado final) do que criticado pela população brasileira.
Há de se ter coragem para peitar um Governo gerido por partido de práticas mafiosas, acusado, algumas vezes, de eliminar os que poderiam, de alguma maneira, desmascará-lo.
Celso Daniel que o diga.
Passada essa tempestade, faz-se necessário outro tipo de investigação, também de mafiosos, tão perigosos quanto, mas, certamente, com menos escrúpulos (uma proeza) do que os políticos desmascarados pela Polícia Federal.
Trata-se dos pastores das grandes igrejas evangélicas do Brasil, verdadeiros estelionatários da fé popular, que tomam dinheiro dos mais pobres, quase sempre de limitada formação cultural.
Hoje, esses verdadeiros conglomerados empresariais, que há tempos fogem do que é protegido, inadequadamente, como livre expressão da religiosidade, utilizam-se, criminosamente, de isenções fiscais para financiar redes de tv, construir templos nababescos, rechear contas bancárias particulares, entre outras barbaridades.
Não há Edir Macedo ou semelhantes que resistam a quebras de sigilo telefônico, fiscal e bancário.
O Brasil clama por alguém que ouse comprar essa briga, sabedor que será hostilizado pela cúpula da bandidagem, e também pelos menos providos de intelectualidade.
Em troca, porém, iniciará uma limpeza moral digna de ser reconhecida mundialmente, que, tomara, servirá de exemplo a outros governantes, para que o grande mal do planeta, que é a dominação de mentes pelo discurso de pavor religioso, grande ocasionador de guerras, miséria e limitação intelectual, seja combatido, duramente, com a consequente desmoralização de conhecidos charlatões que se travestem de “pastores”.
