Os diversos fatores que culminaram na “cavadinha” de Matheus Pereira

Desde os dez anos de idade, Matheus Pereira, o Pirulão, criado no Parque São Jorge, e, até então, com 100% de seus direitos vinculados ao Corinthians, sempre foi tratado como grande promessa alvinegra.
Na virada de 2013 para 2014, com apenas 16 anos, o jogador entrou na mira do empresário Fernando Garcia e seus sócios no clube (entre os quais o deputado federal Andres Sanches), quando de seu grande desempenho (foi eleito o craque do campeonato), num torneio disputado pelo Timão em Madrid (que a imprensa brasileira apelida de Mundial Sub-17), com direito a gol contra o Barcelona e três assistências a seus companheiros noutros embates.

Observado pelo mercado europeu, o garoto somente interessaria aos intermediários se tivesse os direitos descolados do Corinthians, ampliando a lucratividade de poucos em detrimento de quem, desde sempre, financiou sua evolução.
Neste período, sob suposta ação de pagamento de dívida a Fernando Garcia (nunca comprovada, nem explicada, adequadamente), a diretoria alvinegra cedeu ao agente inexplicáveis 95% dos direitos do jogador, que, há tempos, era tratado como diferenciado.
Nem bem o acordo foi assinado e a corrida para negociá-lo iniciou-se.
Em dezembro de 2014, Garcia levou-o em viagem à Europa, em que, assessorado por Kia Joorabchian, apresentou a “mercadoria”, junto com outros “agenciados”, a potenciais compradores.

No mês seguinte, em 2015, Andres Sanches levou o Corinthians para o Flórida Cup, em que o jogador Matheus Pereira, mesmo com apenas 16 anos, sem nunca ter atuado nos juniores, foi inscrito na equipe profissional.
A intenção, óbvia, era a de coloca-lo na vitrine.

Daí por diante, Pirulão, até então de procedimentos simples na categoria de base, “virou a cabeça”, passando a se comportar com arrogância perante companheiros dos juniores, reduzindo, também, a afinco nos treinamentos.
O Corinthians, com apenas 5% dos direitos da jovem promessa, não mais conseguia instruí-lo, de maneira adequada, refém que ficou do comando, comercial e político, de quem exigia tratamento VIP à “Galinha dos Ovos de Ouro”.
Deu no que deu.
Revelando clara soberba, Matheus Pereira partiu para a decisão das penalidades (que culminou na famosa cavadinha perdida), num torneio que, para seus companheiros, era o mais importante, até então, de suas vidas, como se consagrado já estivesse, sequer dando conta de que sua “brilhante” carreira baseia-se, até o momento, nos DVDs publicados no youtube e distribuídos pelos empresários a possíveis compradores.
De real, até então, existe a má impressão de um momento decisivo tratado com displicência e arrogância, fomentado, certamente, por elogios excessivos e “orientações” daqueles que apossaram-se de seus sonhos.
Enquanto isso, o Corinthians, que no papel tem apenas 5% da responsabilidade sobre a penalidade perdida, arca com 100% dos vencimentos do jogador (além doutros gastos), sem, porém, tirante as agressões verbais e quase físicas que Pirulão sofreu no vestiário de seus companheiros (fruto do comportamento citado na matéria), interferir como deveria na orientação psicológica do atleta para a sequência de sua carreira.
CONFIRA, ABAIXO, O DONO DA KALUNGA, PAULO GARCIA (E SEU RECONHECIDO PÉ FRIO), IRMÃO DE FERNANDO GARCIA, ACOMPANHANDO PIRULÃO NA FINAL DA COPINHA

