Diretor “adjunto” de Futebol do Corinthians apenas atende a interesses de Andres Sanches

Em 2007, Eduardo Ferreira, à época, conhecido como “Edu dos Gaviões”, posteriormente, durante as manifestações do Movimento “Fora Dualib”, do qual foi um dos líderes, como “Gaguinho”, ingressou nos bastidores políticos do Parque São Jorge como espécie de ‘braço-militar” (com os “organizados”) da chapa “Renovação e Transparência”, liderada, até os dias atuais, pelo deputado federal Andres Sanches (PT).
Recebia ordens do grupo, remuneração, camisetas, e, por eles, chegou a cometer excessos, como, por exemplo, a invasão a uma rede de web-tv (em que tentou agredir este jornalista e a entrevistada, Carla Dualib), registrado em Boletim de Ocorrência, ou os ataques, aos berros (quando não, físicos) a conselheiros alvinegros (alguns octogenários), seja dentro do clube ou até mesmo diante de suas residências.
A fidelidade canina a Andres Sanches valeu-lhe a indicação para outros “serviços” (até pessoais) do dirigente, nem todos confessáveis.
No clube, ganhou o direito de (através de empresa criada apenas para tal – em nome de amigo) realizar pequenas obras e depois, sem concorrência, ser escolhido para lucrar, muito (e dividir), na reforma do CT das Categorias de Base, em Itaquera.
Além disso, possuía ligações, familiares, com o diretor financeiro alvinegro, Raul Corrêa da Silva, também oriundo das facções organizadas.
Após a má-experiência com o mandato de Mario Gobbi (que limitou as ações de Sanches no futebol), Andres aprendeu a lição, tratando de, assim que eleito o sucessor, Roberto “da nova” Andrade, mero “fantoche”, inserir no futebol profissional seu leal, e bem remunerado, “obedecedor de ordens”: Edu “Gaguinho”.
Porém, o clube, e seus dirigentes, envergonhados de expor (internamente) a evidente limitação de Eduardo para o cargo, nunca lhe atribuiu o título de “Diretor de Futebol”, colocando o termo “adjunto”, que retira boa parte da importância.
Andres, então, aliviando ainda mais o peso das costas de seu comandado, impôs a criação de uma “superintendência de futebol”, que assumiu, sabedor de que, mesmo sem ela, continuaria a dar as cartas no Parque.
Agora, em meio ao furação do desmanche da equipe campeã brasileira de 2015, o deputado, satisfeito com o resultado financeiro das negociações (para os intermediários – alguns, como Fernando Garcia, com quem mantém sociedade oculta), preocupado em se defender de graves acusações, no TSE e no STF, além de pressionado, pela CAIXA (na questão do contrato do empréstimo do BNDES, que impede o dirigente, como parlamentar, de ter cargo oficial no Corinthians), anunciou “deixar” o futebol alvinegro, levando, consigo, a agora extinta superintendência.
Mas, de fato, não deixará.
Seu “galinheiro”, o departamento de futebol de futebol do Corinthians (profissional e de base), está protegido pela raposa de confiança, ainda adjunto, mas fiel obedecedor de ordens, que não pensará (como ocorre, atualmente, no episódio do desmanche) em favorecer aos interesses do “grupo, em detrimento às necessidades do clube.
Tite que se vire, com o que sobrar, para salvar o torcedor de seus dirigentes predadores.
