A extorsivas taxas que os clubes pagam para jogar Libertadores da América

Não fosse pelo glamour de se tornar campeão de um continente, conquistando, ainda, a oportunidade de brigar por um título mundial, e a Libertadores da América, talvez dos torneios internacionais piores administrados, não teria razão comercial em ser disputado.
Todos os clubes, por exemplo, são obrigados a repassar 10% da arrecadação bruta para a CONMEBOL, que, em contrapartida, devolve US$ 120 mil, por partida disputada.
As agremiações brasileiras, ainda, pagam, por serem submissas, 5% do montante auferido às Federações Estaduais, verdadeiras parasitas do futebol nacional.
Ou seja, clubes como Corinthians e Palmeiras, que costumam arrecadar (com as Arenas lotadas) R$ 3,5 milhões, pagam, somente em taxas (sem contar despesas da partida), em média, R$ 525 mil, recebendo, em retorno, pouco mais de R$ 400 mil.
É pagar para entrar em campo.
Fala-se, agora, em aumento de 40%, o que, inserido no que já está absolutamente defasado (basta verificar as premiações dos principais torneios pelo mundo – inclusive os regionais, no Brasil), não mudará grande coisa.
O sorteio do campeonato, em que todos estarão reunidos com os dirigentes de países sul-americanos, é a grande oportunidade (se os clubes tiverem coragem) de reverter essa situação.

As taxas são extorsivas e a Conmebol é um antro de corrupção, mas falar em pagar para jogar é no mínimo absurdo. Corinthians e Palmeiras lotam estádios e cobram (muito) mais caro em jogos da Libertadores porque o torneio tem esse apelo. A premiação é ridícula, mas basta ver a queda de faturamento e da qualidade de reforços quando um time grande fica fora da competição continental.