CBF trata Justiça como “cão de guarda” da entidade

“Desta forma, a CBF reitera que norteia suas atividades por estrito cumprimento da legislação e reafirma a legalidade e a lisura de todo o procedimento para o preenchimento da Vice-Presidência vaga, confirmando a realização da Assembleia Eletiva para o próximo dia 16, às 14h, na sede da Entidade, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.”
No surreal trecho destacado acima, retirado de Nota Oficial da CBF, em desconformidade com os fatos noticiados nos últimos dias, meses, para não dizer, anos, décadas… é clara a afronta à decisão judicial que suspendeu as eleições da entidade, marcadas para o próximo dia 16., em atendimento à ação de um dos vices, Delfim Peixoto, que está sendo passado pra trás em golpe político de Marco Polo Del Nero.
Típica de quem se acostumou ao benefício gerado pela impunidade, ou das facilitações jurídicas, amparadas em decisões de Tribunais quase sempre chefiados por desembargadores amigos dos dirigentes que infelicitam o futebol nacional.
Porque, obviamente, só mantem uma eleição, em NOTA OFICIAL, mesmo impedida juridicamente, quem tem certeza absoluta da vitória em recurso que sequer foi impetrado, quanto mais distribuído e julgado.
Sem dúvida, mais um episódio lamentável em que a Justiça é tratada como “cão de guarda” de uma diretoria tratada pelo FBI como quadrilha, sem que seus órgãos reguladores se manifestem, no mínimo, para pedir explicações sobre a passividade com as atitudes, claramente confrontadoras, da CBF.

