Mobilização popular será fundamental no processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT)

No jogo de chantagens mútuas, que se desdobrava há semanas, ambas as partes roeram a corda, com os resultados previstos por quem acompanhava os bastidores da nação: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, percebendo-se acuado (sem os votos do PT) em processo no Conselho de Ética da Casa, com enorme probabilidade de cassação, decidiu iniciar ação de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff (PT), amparado no suposto crime, executado pelo Governo, que culminou nas famosas “pedaladas fiscais”.
Daqui por diante, dois terços do Congresso precisará dar aval à decisão para que depois a mandatária seja julgada no Senado, com a participação, também, do presidente do STF, Ricardo Lewandowiski.
Aumenta, portanto, a importância das manifestações populares, que, assim como no período Collor, podem decidir os votos dos parlamentares.
Dilma, que por ação ou omissão, participa de um Governo marcado pela corrupção (como pouco se viu em âmbito mundial), se condenada, perderá o cargo e ficará inelegível pelos próximos oito anos.
É ai, porém, quando todos estiverem achando que os problemas se resolverão, é que iniciaremos nova batalha contra a imoralidade.
Os nomes que ocupam a linha de sucessão do atual Governo, por culpa também da população (que os elegeram), são absolutamente deploráveis: desde o vice, Michel Temer, passando pelo próprio Eduardo Cunha, depois por Renan Calheiros para finalizar em Ricardo Lewandowski, que, quando não “malandros” habituais dos meandros imundos da política nacional, são inconfiáveis pelas proximidades e amizades com facilitadores da corrupção, que surgem, diariamente, nas manchetes policiais.
É absolutamente justo, e dentro da Lei (diferentemente do discurso apregoado pelo PT) que a população retire do cargo um grupo de “companheiros” que há anos vem se refastelando com a coisa pública, mas se não houver, nos períodos seguintes, uma maior conscientização, apoiada em educação e melhor informação, para que o povo passe a tratar a política com seriedade, não como um clássico de futebol, continuaremos, todos, reféns do mesmo grupo de ladrões e aproveitadores, formados, moralmente, e, pior, compromissados, com aqueles que acreditamos ter expulsado do cenário nacional.
EM TEMPO: no canto direito da fotografia que ilustra a postagem, uma faixa, durante às manifestações contra a presidente Dilma Rousseff (PT), realizada no seio da Avenida Paulista, populares e amigos pediam a soltura de um jornalista, conhecido deste espaço, preso indevidamente por denunciar corruptos e corruptores.
