Brasil: o país da chantagem
(Foto: Agencia Estado)
O Governo de um país, corrupto na essência, tem provas suficientes para derrubar o presidente da Câmara dos Deputados, de hábitos semelhantes, que, em agravante, se declara opositor, mas não o faz.
Em contrapartida, o líder do parlamento, com provas e indícios que derrubariam o Papa no Vaticano, omite-se e não inicia processo de impeachment contra uma Presidente da República responsável, seja por ação ou omissão, pelo descalabro orquestrado por uma “companheirada” que assaltou (e ainda assalta) a nação.
Enquanto isso, de mãos atadas, mas responsável pelo fato de, frequentemente, votar, conscientemente, em ladões, tratando o processo eleitoral como se fora a disputa de um Fla-Flu, o povo assiste, atônito, um jogo de chantagens e ameças explicitas, indecente, com a conivência dos principais órgãos de defesa nacionais.
Para piorar a situação, não há sucessores (entre os mais cotados) capazes (ou confiáveis) para modificar o atual sistema.
Lula é o malandro (no pior sentido da palavra) que se deu bem, enganou milhões com o falso discurso de simplicidade, mas, ganancioso (por poder e outros lucros), tem a biografia, a cada escândalo revelado, reescrita para pior.
Aécio transformou Minas Gerais numa republiqueta em que a imprensa trabalhava sob censura enquanto a credibilidade do governante, em meio a diversos escândalos (aeroporto, agressão a mulher, etc.) se esvaia em pó.
Marina, então, parece um catavento, caminhando, por vezes, em direção oposta ao do próprio discurso executado.
Com o Governo enlameado pela corrupção, além de Congresso e Senado (não podemos esquecer que o presidente do órgão é Calheiros e o antecessor, Sarney) chafurdando, cada qual em seu chiqueiro, sem alternativas interessantes de mudança, o Brasil caminhará, nos anos que estão por vir, para uma dura realidade, em que as dificuldades, que já parecem enormes, estão apenas sendo iniciadas.
Castigo condizente, por sinal, para um povo que mal se indigna com o citado espetáculo, em que os principais poderes da nação chantageiam-se em rede nacional, sem pudor, amparados na certeza da impunidade.
