Por que o Palmeiras reluta para entrar no PROFUT ?

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Sete dos doze dos maiores times do Brasil (Corinthians, Flamengo, Fluminense, Atlético/MG, Cruzeiro, Grêmio e Botafogo) cinco dias antes do final do prazo, já aderiram ao PROFUT (Lei de Responsabilidade Fiscal do Futebol), com outros quatro (Vasco, São Paulo, Santos e Internacional) encaminhados (já enviaram as documentações).

Entre os requisitos básicos (e obrigatórios) para a adesão ao plano de refinanciamento das dívidas das entidades (240 meses, com redução de 70% de multas, 40% de juros e 100% de encargos, além de desconto de 50% nas primeiras 24 parcelas, 25% da 25ª à 48ª e 10% da 49ª à 60ª) estão a limitação do mandato dos dirigentes, o pagamento em dia de salários, gastar no máximo 80% da renda bruta com o futebol profissional e a obrigatoriedade de investir nas categorias de base e no futebol feminino.

De todos, apenas o Palmeiras, sob pretexto de analisar melhor a situação, reluta em aderir.

O PROFUT pode não ser (e não é) uma maravilha absoluta de acordo, embora, até o momento, não tenha surgido melhor alternativa para os clubes, mas, diante do quadro financeiro atual do Verdão (em que o presidente se tornou, também, o mecenas) e das contrapartidas, no geral, muito boas, ficar de fora sugere incrível auto-suficiência financeira (não é o caso) ou temor absoluto pela transparência administrativa.

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