Caso Pizzolato: estratégia de botequim que deu certo

pizzolato

Por NAPOLEÃO DUMONT*

Só não vê quem não quer enxergar.

De um lado , o (des)governo federal petista finge manifestar interesse em que o condenado mensaleiro petista, Signore Pizzolato (lê-se Pitçolato, como em “pizza” – pitça, brasileira ou napolitana, afinal tudo acaba nelas), e aciona a Procuradoria Geral da Ré-Pública para promover os devidos processos legais, evidentemente sem muito empenho e sem convencer os mais atentos.

Quem acredita na “Teoria da Conspiração”, sempre atina com as razões ocultas e encontra explicação para tudo aquilo que não parecia ser o que, na realidade, é.

No exato momento em que o governo italiano iria decidir – ante-ontem – em última instância, judicial ou administrativa (lá é um pouco confuso), o pedido de extradição, o Ministro brasileiro da (in)justiça manda dar a maior divulgação por toda a “mídia” – principalmente televisiva, de há muito comprometida e engavetável ou engavetada, de um monstruoso relatório, adrede preparado, sobre o sistema prisional brasileiro – um pouco verídico em parte e visivelmente exagerado de outro lado – mas obtendo o resultado que pretendia: assustar o mundo, assustar a Itália, e o que aconteceu ?

O governo italiano deixou-se assustar (devia, mesmo, era assustar-se com seus problemas insolúveis: máffia, ndrangheta, corrupção no futebol, etc.) e adiou por três meses a decisão de extradição. Sabiamente, dizia Mussolini, que “governar a Itália era fácil, mas era inútil”.

O próprio ministro brasileiro da (in)justiça, bufando, descabelado com vários ‘pega-rapazes” disfarçando a calva, tentando mostrar uma juventude que não tem – e não vai mais ser Ministro do Supremo – graças a Deus! – esbravejando, espalhando nuvens de perdigotas, dignou-se na entrevista coletiva sobre a situação devidamente objeto de tal relatório de encomenda.

Ora, o motivo dos recursos alegados pelo “Signore Pitçolato”, para não ser extraditado, tem sido justamente os pretensos desconforto, promiscuidade e insegurança das prisões brasileiras (como se merecesse um hotel “cinco estrelas”, que, aliás, poderia pagar por uns bons três ou quatro séculos), e que não estão à altura de abrigar decentemente “Sua Excellenza”, evitando que, sob qualquer ângulo, venha a ser molestado.

E não é que o expediente do (des)governo a serviço do crime, com sua estratégia de botequim, deu certo ?! Onde, justamente a Itália – que tem o mais rigoroso regime prisional do mundo com o “engástolo” – deixou-se gostosamente assustar-se.

E adiou a decisão, para gaúdio da famíglia de Brasília.

*NAPOLEÃO BONASANT DUMONT é grande admirador do militarismo… egípcio !

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.