Lava-Jato investiga, oficialmente, a WTORRE por corrupção em conluio com líderes do PT

walter torre

Há alguns anos, divulgamos, em primeira mão, a informação de que a obra do primeiro dique seco do país, o Estaleiro Rio Grande, havia sido fruto de todo o tipo de corrupção, desde fraude na licitação até pagamento de propina a petistas (José Dirceu e Antonio Palocci).

Os desvios de conduta, à época, foram facilitados pela então conselheira da Petrobrás, Dilma Rousseff (PT), que, anos após, ocuparia a Presidência da República.

A grande corruptora foi a WTORRE, empresa de propriedade do empresário Walter Torre Junior.

Fala-se no mercado, que o empreiteiro tem por hábito a generosidade no pagamento de facilidades não contabilizadas a quem ajuda a formalização de seus interesses.

É difícil acreditar que o mesmo procedimento não tenha sido adotado quando da aprovação, pelo Palmeiras, da construção de sua Arena, assim como, anos antes, nas frequentes reuniões, com conselheiros alvinegros, para tentar erguer o que seria, à época, o estádio do Corinthians.

Uma delas, flagrada por este jornalista, envolveu o então promotor Fernando Capez e o “publicitário” Edgard Soares.

Após denúncias deste espaço, reiteradas, publicamente, em questionamento a Walter Torre, durante entrevista coletiva no evento de assinatura do contrato com o Palmeiras, a “Operação Lava-Jato” parece, enfim, ter encontrado elementos (e provas) contra todos os envolvidos.

Confira, abaixo, matéria do ESTADÃO relatando as descobertas da Polícia Federal sobre as peripécias da WTORRE com o PT

LAVA-JATO INVESTIGA ELO DE EX-MINISTROS COM NEGÓCIOS DO PRÉ-SAL

zedirceu

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga se os pagamentos das empreiteiras WTorre e Engevix por consultorias dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, entre 2007 e 2012, podem ter servido para ocultar propina do esquema de cartel e corrupção na Petrobras em contratos do pré-sal.

Os investigadores da Lava Jato têm elementos para acreditar que houve desvios de recursos da Petrobras na construção do Estaleiro Rio Grande (RS), iniciada em 2006, e nos contratos fechados para produção de cascos de plataformas e sondas de exploração de petróleo no local, a partir de 2010.

A WTorre foi quem construiu o Estaleiro Rio Grande, a partir de 2006. Em 2010, vendeu seus direitos no negócio para a Engevix. Nos períodos em que foram contratadas pela Petrobras, as empresas tinham como consultores Palocci e Dirceu.

A suspeita do Ministério Público Federal e da Polícia Federal é de que os dois ex-ministros possam ter sido elos do PT no esquema de corrupção envolvendo o negócio. O ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto já foi apontado por delatores como operador da propina em parte desses contratos.

A empresa de Palocci, a Projeto Consultoria, foi contratada pela WTorre entre 2007 e 2010. O ex-ministro informou ter prestado quatro palestras aos diretores da empresa em 2007 e duas em 2010, cada uma por R$ 20 mil.

A WTorre afirmou que os serviços foram palestras sem relação com a Petrobrás. Apresentou 18 notas fiscais, que totalizaram R$ 350 mil, emitidas pela Projeto, em 2007, 2008, 2009 e 2010.

A partir de 2010, o negócio envolve a Engevix – empresa denunciada por corrupção na estatal em contratos de refinarias. A aquisição do estaleiro fez parte de um contrato de US$ 3,4 bilhões. Em 2011, o grupo fechou outro negócio no Estaleiro Rio Grande: a construção de três navios-sondas para a Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás em parceria com fundos de pensão e bancos para explorar o pré-sal.

Quebra de sigilo fiscal obtida pela Lava Jato mostrou que entre 2008 e 2012 a JD Assessoria e Consultoria, de Dirceu, recebeu R$ 2,6 milhões da Engevix, uma parte paga pela empresa e outra por meio da Jamp Engenheiros Associados, do lobista Milton Pascowitch.

O ex-ministro e a empresa negam que os pagamentos tenham sido referentes ao negócio com a Petrobras. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

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