“Será que ele é meu patrão, e eu não sei ?”, diz Tostão, sobre J. Hawilla
(Trecho da Coluna de TOSTÃO, na FOLHA)
Em 1999, quando trabalhava na TV, cheguei ao Paraguai, junto com os companheiros, para a cobertura da final da Copa América, entre Brasil e Uruguai.
O Brasil foi campeão, e Luxemburgo era o técnico.
Havia um enorme tumulto no hotel que hospedava o time brasileiro, dirigentes, empresários, imprensa e torcedores.
Não dava nem para chegar à recepção.
Apareceu J. Hawilla e disse que qualquer problema ele resolveria, com jeito de dono da competição, do hotel, do futebol e do mundo.
Por causa da globalização e da frequente associação de empresas, pensei, à época: “Será que ele é meu patrão, e eu não sei”?

