Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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Tenho orgulho de mim. Nunca precisei ferrar com a vida de ninguém pra me sentir melhor.

Mallu Moraes

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1

Teu passado te condena

Reinaldo Carneiro Bastos atual presidente da FPF estreou no imundo bastidor do futebol no inicio da década de 1980, assim que assumiu a diretoria de futebol do Esporte Clube Taubaté.

Pressão pra cima dos árbitros

Maioria das confusões ocorridas quando das partidas no Estádio Joaquim de Morais Filho, popular Joaquinzão – Reinaldo Carneiro Bastos, seguido por seu amigo e dirigente José Manuel Evaristo, conhecido em minha época Zé Manuel, participavam de maneira direta ou indireta, vez que, determinavam que terceiros fossem atacar a equipe da arbitragem, tendo como alvo central; o árbitro

Cheguei junto

Após tomar conhecimento de uma das muitas destas situações, em uma tarde de segunda ou sexta feira; colei no ouvido do Reinaldo dizendo: Cara, você é useiro em agredir ou mandar agredir árbitros; você sabe que sou classista; se tentar ir pra cima de algum árbitro em minha frente, vir ou mandar algum dos seus adestrados pra cima de mim quando for arbitrar em Taubaté; se ligue, não sei jogar dominó sozinho

Depoimento

Quando de minhas diversas idas e vindas nos diversos enfrentamentos com a administração Eduardo José Farah, intimado pelo Doutor Silvio Tinti, que apurava fatos da administração da FPF, compareci no antigo DEIC, situado na rua Brigadeiro Tobias; salvo engano, em uma sala do 10º andar, descendo do elevador, assim que me apresentei, observei que Reinaldo Carneiro Bastos, homem de confiança do Farah, prestava seu depoimento, sentado em uma cadeira de costas pra porta

Sala ao Lado

Solicitado por Doutor Tinti, aguardei na sala lateral, terminado o depoimento, Reinaldo Carneiro Bastos, de imediato, fui autorizado a entrar, como sempre, tinha eu por habito carregar lenço para enxugar o suor, ao entrar na sala, convidado a sentar, me liguei que Reinaldo esperava o elevador, de pronto, empunhei o lenço, iniciando movimento de limpeza na cadeira, perguntado sobre a razão respondi: Limpo para não ser atingido por vírus de corrupção deixada por ele

Comissão de Arbitragem

Na metade dos anos noventa, mesmo com currículo de agressividade aos árbitros Reinaldo Carneiro Bastos passou a ser o principal dirigente do setor de árbitros da FPF; pouco a frente, seu amigo Zé Manuel, outro agressor, fez parte do setor de árbitros

Inadmissível

Os atos de agressões aos árbitros praticados pela dupla Reinaldo/Zé Manuel eram e são do conhecimento de todos os árbitros, incluso os FIFA; tanto em meu tempo, quanto de lá pra cá, salvo raríssimas exceções, na qual, sem sombra de duvidas, me incluo, tomei conhecimento que algum dirigente do SAFESP, ou árbitros, incluso os contratados nos diversos meios de comunicação, tenha tido a decência de contestar qualquer dos dirigentes da CBF, FPF, ou, dos clubes

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Série A do Brasileirão – 2015

Sábado 16/05

Corinthians 1 x 0 Chapecoense

Árbitro: Marcelo Lima Henrique (CBF-PE)

Itens técnico/disciplinar

Os representantes das leis do jogo não foram exigidos

Domingo

Ponte Preta 1 x 0 São Paulo

Árbitro: Raphael Claus (FIFA-CBF- SP)

Item Técnico

Aceitável

Item Disciplinar

Deixou de dar cartão vermelho pro são-paulino Ganso quando de maldoso carrinho em um dos oponentes

Joinvile 0 x 0 Palmeiras

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-CBF-GO)

Itens técnico/disciplinar

Os representantes das leis do jogo não foram exigidos; contenda pra lá de ruim, sem presença do publico

Copa do Brasil 2015

Terça Feira 19/05

ABC – RN 1 x 2 Paissandu – PA

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (ASP-FIFA-SP)

Item Técnico

A vitória da equipe do Paissandu deve ser creditada a Guilherme Ceretta de Lima, por ter sinalizado penalidade máxima inexistente, no décimo sétimo minuto da segunda etapa, quando da disputa normal pela bola, ocorrida, no interior da área da equipe do ABC

EM TEMPO:

Aos que tiverem dúvida sobre minha avaliação, sugiro que veja o lance através do Google

Quarta Feira 21/05

Sport 2 x 1 Santos

Árbitro: Cláudio Francisco de Lima (SE-CBF-ESP-2)

Itens Técnico/Disciplinar

Sem problemas, pouco exigido

Política

2

Padim Lula, da unção à maldição

Ricardo Pessoa, ex-engenheiro da OAS e empreiteiro da UTC, foi escalado na seleção dos “campeões mundiais” ungidos com as bênçãos do padim Lula de Caetés. Egresso de uma carreira anônima de executivo da construtora baiana, cujo dono era genro de um figurão da República nos anos JK, na ditadura militar, na Nova República e no mandarinato tucano, Antônio Carlos Magalhães, o ACM – dependendo das circunstâncias, Toninho Malvadeza ou Ternura –, subiu na vida como um foguete. E caiu ao fundo do pré-sal acusado de chefiar um cartel que demoliu o patrimônio e a credibilidade da joia da coroa estatizada brasileira, no qual dava cartas para os ex-patrões da OAS e outros figurões carimbados da construção civil nacional: Camargo Corrêa e Odebrecht, entre eles. Subida ao céu e descida aos infernos sob a égide do padroeiro.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, filhos de José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, que em 1953 abriu a Casa de Carnes Mineira, um pequeno açougue em Anápolis (GO), adotaram as iniciais do nome do pai, JBS, para denominar um grupo que, no século 21, passou a ser o maior processador de proteína animal do mundo, com 152 mil empregados. Para recorrer a uma metáfora futebolística, tão ao gosto do padim, é como se a Anapolina, cuja torcida chama de xata (com x mesmo), decolasse da Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol para ganhar o título mundial contra Barcelona ou Juventus de Turim, não importa.

Há, contudo, uma diferença capital entre os Batistas e Pessoa: enquanto este usa uma tornozeleira para não sair de casa, os goianos comemoram, ano após ano, lucros fabulosos. O máximo de incômodo pode ter sido a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de exigir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) abra o sigilo, que tem mantido teimosamente, sobre as vultosas quantias a que a instituição pública se tem associado em suas conquistas no Brasil e alhures. O estouro da boiada, de Consuelo Dieguez, na Piauí, conta como.

Se o TCU não encontrar nada de errado nas relações entre empresa particular e banco estatal, a não ser generosidade de compadre, a esta altura do campeonato restará a constatação de que os filhos de Zé Mineiro serão privilegiados também pelo fato de o ouro do esperto alquimista de Caetés não ter virado cinzas. Mas o clã mineiro em Goiás nunca será acusado de esbanjar, pois tem multiplicado cada centavo da “viúva” injetado. Ao contrário de Eike Batista, filho de Eliezer, o badalado gestor da Vale estatal que operou o “milagre” da transformação de metal precioso em porcaria, reduzindo a pó todos os papagaios de notas de dólar que empinou e tornando uma herança de mandarim um festival de falências.

Já houve quem dissesse que o melhor negócio do mundo é um poço de petróleo bem administrado e o segundo melhor, um poço de petróleo mal administrado. Eike desafiou essa lei do mercado, mas não passou de um golden boy num ringue de pesos pesados. Se é verdadeiro o grave conteúdo das delações premiadas coletadas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná e que têm merecido atenção e aprovação do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, a ex-maior empresa brasileira, a estatal Petrobrás, despencou do alto de desempenho e reputação invejáveis no mundo para o fundo dos próprios poços na profundeza dos mares, em caixa, patrimônio e credibilidade.

Um dos presos na investigação, antes condenado no escândalo do mensalão, o ex-deputado Pedro Corrêa disse à CPI da Petrobrás que o ex-presidente Luiz Inácio só não foi preso porque ninguém teve coragem de fazê-lo. No depoimento, ele delatou: “Lula achava que o Paulo deveria ser diretor de Abastecimento”. O delator recorreu ao testemunho de um morto, José Janene, mas não faltam vivos que se lembrem do carinho com que Lula tratava seu afilhado de “Paulinho”.

Essa talvez seja a única explicação razoável para o desabafo que o dono do dedo que ungiu os “campeões mundiais” andou fazendo em Brasília na semana passada. De acordo com relato dos colegas Andreza Matais e Ricardo Brito, da sucursal de Brasília, publicado neste jornal no sábado, o ex “admitiu” que “não atravessa uma boa fase”. Duvida quem, como o autor destas linhas, frequentou sua casa na vila operária do Jardim Assunção e sabe que hoje o padim mora em apartamento de luxo na mesma cidade de São Bernardo. E tem garantido conforto para veraneios no Guarujá em apartamento tríplex que, segundo seus acusadores, foi concluído pela OAS para a Bancoop, que não tem um histórico muito católico de entregar vivendas que vendeu. Será exagero concluir que ele cospe na própria sorte? Talvez.

Mas uma parábola futebolística é muito adequada se se juntar o que se publica nas páginas de política, polícia e esportes hoje em dia. O Corinthians não sabe, nem tem, como pagar dívida de R$ 1,15 bilhão pelo estádio ainda sem nome que o BNDES ajudou a Odebrecht a construir para o time do coração de Lula. E este e vários dos ungidos por ele enfrentam dificuldades mais amargas do que a eliminação do ex-campeão mundial da Libertadores.

O MPF leva adiante investigação sobre o poder de indicar executivos heterodoxos para gerir dinheiro público de uma amiga íntima de Lula, Rosemary Noronha, que, nomeada por ele, chefiou o escritório da Presidência da República em São Paulo. Em Portugal, o ex-premier José Sócrates, preso, responde por suspeita de protagonizar o escândalo dos sanguessugas. No processo, o colega brasileiro é citado, e não pelo feito de ser autor do prefácio de seu livro sobre tortura.

Relatam os repórteres que o preocupa mais a eventual delação premiada de Pessoa, cuja empresa tinha há sete meses R$ 10 bilhões em contratos ativos com a Petrobrás. Se este contar por que chefiava os maiores tocadores de obras de Pindorama, aí, quem sabe, a vaca tussa e a porca torça o rabo.

Opinião do jornalista e escritor José Nêumanne, publicado no Estadão

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Finalizando

Uma mentira,

Faz todas as verdades ficarem duvidosas.

Mallu Moraes

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se Liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-23/05/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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