Os donos das convocações da CBF

feldman e del nero

No comércio sem ética e quase sempre obscuro que se tornou o mundo do futebol, a venda da convocação de jogadores da Seleção Brasileira, é, há anos, fonte de receita dos mais variados “espertalhões”.

Cartolas, empresas, empresários e treinadores.

A reportagem de Jamil Chade, no “Estadão”, que mostrou documentos de um acordo em que a CBF é obrigada a mostrar a lista de convocados para os intermediários de amistosos da Seleção, empresas de “fachada” sediadas em paraísos fiscais, “a fim de garantir jogadores necessários para a venda de ingressos”, e, depois, a entrevista de Gilmar Rinaldi(o), confirmando que os nomes, antes de serem chamados, precisam  ter aprovação do presidente da Casa Bandida, dão a tônica do quanto o torcedor, frequentemente, é enganado.

Nos bastidores, todos se beneficiam do poder de elevar á condição de craque qualquer cabeça de bagre que vista, nem que seja no banco de reservas, a camisa amarela penta-campeã mundial.

Os empresários se acertam com o Chefe das Seleções (Rinald(o)), que “estimula” o treinador (que também tem esquemas próprios) a convocar jogadores “lucrativos”, e o montante dos mais variados acordos, por razões obvias, chega até o comando principal da entidade.

E essa gente, tão acostumada a impunidade, nem se importa em colocar no papel (como demonstra a documentação exibida na matéria – que o blog republica abaixo) o que antes brigavam para ocultar.

O futebol brasileiro é administrado por um bando sem escrúpulos, acobertado por boa parte da imprensa, e ganancioso a ponto de não se importar (como vem ocorrendo) em secar a lucrativa fontes de jogadores diferenciados, que, sempre acreditou-se, neste país, ser inesgotável.

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