Reunião do Conselho no Corinthians foi um vexame

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Tudo o que se prometia na reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, como adequação do clube às regras de transparência da MP do Esporte ou analise criteriosa das contas da gestão Mario Gobbi (tão lamentáveis que foram ocasionadoras de quatro indiciamentos de dirigentes do clube por crimes fiscais) foi descumprido, à risca, pela nova claque de conselheiros “focas” (gente que aplaude a tudo e a todos no primeiro peixe jogado na boca).

Nos itens que insinuavam “transparência”, colocou-se em pauta apenas os que enquadrariam o clube para receber dinheiro da Lei de Incentivo, como a exposição no site de contratos realizados com o Governo e a impossibilidade de parentes de presidentes concorrerem ao cargo em eleições subsequentes.

Porém, pior do que a nova “claque”, que sequer tem ideia do que, e para quem votaram, é a clara aceitação de gente importante do clube aos hábitos de “malandragem”, típicos da cartolagem.

Em justificativa para a não adequação às normas da nova MP, publicada no Blog do Perrone, o desembargador Guilherme Strenger, presidente do Conselho, fez corar o judiciário:

“Nós resolvemos tratar apenas da Lei de incentivo, porque a CBF e os clubes decidiram não aderir à MP. Se fizéssemos a adaptação agora, correríamos o risco de fazer alterações desnecessárias porque a medida provisória ainda vai receber emendas no Congresso Nacional e pode mudar”.

O que é tratado por Strenger como “alterações desnecessárias”: a obrigatoriedade do clube gastar menos do que arrecada, além da implicação, civil e criminal dos dirigentes que, por roubo ou incompetência, lesarem os caixas do Corinthians.

Como se fosse necessária, em exemplo, a aprovação ou regulamentação de uma Lei para que o cidadão de bem decida se comportar de maneira decente.

Para finalizar, as referidas contas do Corinthians, absolutamente complicadas, foram colocadas em “votação”, também pelo desembargador Strenger, no sistema do empurrão: o magistrado fez a pergunta: “Alguém tem dúvida sobre as contas ?

No silêncio geral (óbvio pela grande quantidade de semianalfabetos), emendou: “estão aprovadas !”, com a empolgação de quem fazia um gol para Andres Sanches (para quem trabalhou e foi agraciado, em troca, com emprego para o filho no Parque São Jorge).

O vexame só não ficou maior porque uma voz da oposição se levantou e gritou:”Espera aí, eu voto contra!”.

Tratava-se do conselheiro Rubens Gomes, o Rubão, que deixou o desembargador tão contrariado que, em revide, no intuíto claro de constrangimento perante os presentes, repetiu três ou quatro vezes:

“Contas aprovadas com único voto contrário do conselheiro Rubens Gomes”.

Depois do episódio, o circo baixou a lona e os “artistas” se deram por satisfeitos.

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