Processo de acordo obscuro do Mato Grosso expõe “Trem da Alegria” de conselheiros do Corinthians
No início da semana, publicamos que o Corinthians cobra R$ 1 milhão de calote recebido pela Xaxa Produções, que comprou a partida entre o clube de Parque São Jorge e o Vitória/BA, realizada na Arena Pantanal, pelo Brasileirão 2014.
A empresa, porém, alega nos bastidores ter adiantado R$ 250 mil, em dinheiro, a Andres Sanches, e, na Justiça, ter sofrido prejuízo no evento.
Tirante este assunto, já discutido na mídia, e que deverá ser resolvido nos tribunais, encontramos nova pauta, após a ESPN divulgar, ontem, mais detalhes da transação.
O Corinthians exigiu que a Xaxa bancasse uma delegação de 44 pessoas para assistir a partida.
Tirante, em soma generosa, uns 18 jogadores, mais uns 15 entre comissão técnica, segurança, etc., a sobra, evidentemente, é de conselheiros sem função na partida.
Fato que se repete há anos, e foi desmascarado, também, em entrevista recente de Emerson Piovesan, novo vice de finanças (que falava em contenção de despesas), em que a reportagem (se não me agano, do Lance) ilustrou que no último jogo do Timão na Libertadores, contra o Danúbio do Uruguai, além dos profissionais ligados ao futebol, por razões evidentes, gente sem ter o que fazer na partida, como Jorge Kalil e Mané da Carne (este como chefe de Delegação) estiveram, desta vez às custas do clube, no local.
É o hábito petista (que orienta os atuais dirigentes) de fazer política no Parque São Jorge.
Apesar do evidente desperdício de dinheiro do Corinthians, a situação mais constrangedora nem é a de Kalil, que, com a cara de pau habitual, poderá alegar estar no Uruguai na condição de vice-presidente (apesar dos dois diretores de futebol, além do gerente – outro desperdício – terem viajado), mas sim a de Mané da Carne (sempre presente nas mamatas), que agora é funcionário do gabinete do Deputado Federal Andres Sanches (PT), e recebe dinheiro público para trabalhar, não fazer turismo no Uruguai.

