Ilidio Lico e seu irmão agridem Presidente do COF da Lusa em reunião que deu sequencia a processo de impeachment
Por 93 votos a favor, dois contra e uma abstenção, o Conselho Deliberativo da Portuguesa, em reunião realizada ontem à noite, no Salão Nobre do clube, decidiu dar sequencia ao processo de impeachment do presidente Ilidio Lico.
Agora serão os associados, em Assembleia Geral, que ratificarão ou não a decisão.
O encontro teve cenas de desespero e barbárie, todas ocasionadas por Lico e seu irmão, Ernesto Lico, tratado no clube como marginal.
De cara, o presidente da Lusa elencou como responsáveis por sua desastrosa gestão os problemas financeiros, além do rebaixamento á Série C, pedindo 60 dias para reverter o quadro, inventando, ainda, ter “na mão” um parceiro que injetaria R$ 20 milhões no clube.
Quando percebeu que a jogada não daria certo, os irmãos Lico partiram pra cima e agrediram, a socos e pontapés, o Presidente do COF, José Gonçalves Ribeiro.
Por ocasião da confusão, diversos conselheiros abandonaram o local, inclusive o Presidente do Conselho Deliberativo, Marco Antonio Teixeira, mas a reunião teve sequencia nas mãos do 1º secretário, e foi legitimada porque, entre os que permaneceram, havia quorum suficiente para a votação.
Abaixo, o Dr. Daniel Neves, advogado da Portuguesa, esclarece a legalidade da reunião e fala sobre o tumulto da reunião (vídeo e transcrição)
“Na verdade, houve o requerimento de maneira formal, prevista pelo Estatuto, e daí houve uma confusão aqui, agressões físicas… o presidente do Conselho abandonou a reunião, mas o 1º Secretário, na ausência de vice-presidente – já que o presidente do Conselho não abriu a eleição para vice-presidente, então é um cargo vago – o primeiro secretário assumiu a condução dos trabalhos – e isso está no estatuto (na ausência ou impedimento do presidente assume o vice, em não havendo vice, assume o 1º secretário) – e dando continuidade com o quorum de 96 conselheiros, a votação de hoje é absolutamente legítima, daí o processo de impeachment, de forma legal, deve continuar, agora, com a apreciação da Assembleia Geral

