Aidar, Andres e o dinheiro que banca os criminosos “organizados”
Os conselheiros de São Paulo e Corinthians não podem esquecer, passado o clássico da Libertadores, das ações lamentáveis proporcionadas por dirigentes de impressionante compatibilidade moral.
Carlos Miguel Aidar e Andres Sanches escancararam aportes financeiros, com o chapéu alheio, às facções criminosas “organizadas”, que, todos sabem, são financiadas pelos mais diversos grupos de bandidos.
No Corinthians o caso é ainda mais grave, já que Sanches sequer é presidente – demonstrando ainda mais o quanto Roberto “da Nova” Andrade tem vocação para marionete – e, mesmo assim, autorizou repasse de dinheiro do clube para duas entidades privadas – uma delas ligada ao adversário – que nada fizeram para merecê-lo.
Pelo contrário.
Há anos os Gaviões da Fiel e a Independente emporcalham os nomes dos clubes que dizem defender, utilizando-se de seus símbolos e história, gratuitamente, para sobreviver, sem repasse algum de contrapartidas.
O São Paulo, acostumado aos problemas naturais de um gestão clubística, passa agora um calvário de humilhações, proporcionado por um gestor vaidoso, incompetente, de atos chulos e alguns que sugerem até ilicitude, como no caso das negociações nebulosas para remunerar sua 1/2 namorada.
Enquanto os conselheiros do Corinthians sempre fecharam os olhos, medrosos e coniventes que são, com a promiscua relação do grupo de Andres Sanches com a criminalidade representada pelas “organizadas” (vale lembrar que ao assumir, em 2007, Sanches perdoou dívida dos Gaviões com o clube e ainda efetuou repasse de um renda inteira de partida para bancar o carnaval), os do Tricolor sempre trataram o hábito alvinegro como reprovável.
Resta saber se agora, em meio ao problema, escancarado em rede nacional por um lamentável telefonema de Aidar com o marginal “Negão”, da Independente – vergonha irreparável a imagem do clube – agirão com rigor ou se esconderão embaixo da mesa, assistindo, de rabo de olho, e com a culpa da omissão, a transformação de um clube, antes tratado como modelo, em exemplar da decadência moral que os corinthianos conhecem, desde 2007, como poucos.

