Mais uma Copa São Paulo sem futuro

bola murcha

Ultrapassada a metade da Copa São Paulo de Juniores, em que a maioria das equipes com melhor plantel realizou, pelo menos, quatro partidas, revela-se, em vez de bons jogadores, mais uma vez o baixíssimo nível do futebol brasileiro.

Equipes treinadas por profissionais quando não ruins, amedrontados por seus dirigentes, que exigem a todo custo “classificação” ou “troféus”, para benefício próprio ou de suas políticas clubísticas, mas pouco se importam se os jogadores não conseguem acertas passes de meio metro.

De todos, três atletas, TALVEZ possam dar algum resultado: Matheus Cassini (Corinthians), Gabriel Jesus (Palmeiras) e o zagueiro Neto (XV de Piracicaba).

Cassini demonstra habilidade, boa visão de jogo, mas falta-lhe alguma intensidade, que pode ser corrigida com a maturidade.

Porém, para desespero de seu clube formador, o Corinthians, parte de seus direitos já está fatiado com espertalhões do esporte.

Gabriel já chegou à Copinha “estrelado”, com fama de goleador, e a tem justificado na partidas que até agora disputou.

Mas é preciso deixar claro que não se trata daqueles jogadores que, sozinhos, podem carregar uma equipe média nas costas, mas de um bom definidor de jogadas, de alguma habilidade, frio na área, mas dependente de um esquema que possa municiá-lo constantemente.

Já o zagueiro do XV é estiloso, sabe sair jogando, tem bom porte e amplo domínio da grande área.

Assisti duas de suas partidas, suficientes para notar qualidades.

Reiteramos, todos os atletas destacados possuem algum potencial, mas, diferentemente doutros tempos, é impossível afirmar que se tornarão craques indiscutíveis no futuro.

Talvez até tenham sucesso na carreira, ganhem muito dinheiro e sejam tratados pela mídia como tal.

Com relação aos outros jogadores da Copinha, seria muito surpreendente, pelo que se viu até o momento, o surgimento de qualquer atleta que possa ser lembrado como jogador acima de mediano.

Evidentemente, nada é por acaso.

O apequenamento de um torneio que sempre foi tratado como vitrine de craques para o futuro se dá pela política adota pelos dirigentes  – ávidos pela divisão de comissões com empresários – de lotear atletas mais encorpados, visando a venda mais fácil para o mercado europeu, deixando de lado as verdadeiras promessas, alguns por não possuírem agenciadores outros por não conseguirem bancar as “mensalidades” exigidas “extra-oficialmente” nos balcões de negócios dos citados espertalhões.

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