Coluna do Fiori
FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Não há no mundo coisa mais difícil do que a sinceridade e mais fácil do que a lisonja.”
Fiodor Mikhailovich Dostoiévski
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Licitação pública gera ameaça de morte entre dirigentes de empresa de árbitros
Desde há muito, ouço que tretas e mutretas são combinadas entre os responsáveis por licitações públicas referente à contratação da empresa que terá o dever e obrigação de escalar árbitros para os diversos eventos patrocinados pelas secretarias de esporte do estado, assim como, dos municípios.
Afianço que no meu tempo de árbitro federado convivi com alguns dos dirigentes destas entidades. Naqueles tempos, as disputas ficavam no conhecido blá, blá, blá.
No hoje, com o maior volume de competições e licitações, acredito que ocorreu atualização quanto às exigências documentais que comprovem a idoneidade dos dirigentes, como também; das respectivas empresas.
Com a avassaladora ampliação da nojenta cultura do Toma Lá Dá Cá praticada e fomentada nos diversos órgãos públicos, assim como, nas empresas privadas; ajuízo que os percentuais $$$ ou presentes direcionados aos responsáveis pelas licitações, possam ter aumentado.
Em contra partida, para se chegar ao denominador comum, entendo que as conversações entre o (s) responsável (s) pela licitação no sentido de acobertar possíveis desacordos quanto à documentação exigida, não podem ser desprezadas por quem for incumbido de efetuar apuração dos fatos.
Na atualidade, além das ofensas verbais entre dirigentes das empresas de árbitro; estão ocorrendo ameaça de morte entre alguns destes dirigentes. Se verdade! É comportamento de bandido (s), ao que sei gente do bem, que prega religiosidade e fé, não pode e não deve comportar-se desta maneira.
Na condição de cidadão e pagador dos escorchantes impostos, que somados, totalizam os valores que serão direcionados para os diversos órgãos públicos, tenho o direito de exigir que os funcionários públicos responsáveis por licitações, seqüencialmente, dos participantes, que tenham o mínimo de reverência e inteireza para com os contribuintes.
Ressaltando que existindo corrupção nestes eventos; no rol dos prejudicados, estão incluídos: os pais, filhos e irmão(s) de cada locupletado.
Trigésima Quarta Rodada da Serie A do Brasileirão -2014
Sábado 15/11
Criciúma 0 x 3 Grêmio
Árbitro: Rafael Claus (ASP-FIFA-SP)
Não ocorreram lances que exigisse maior participação dos componentes das leis do jogo
Domingo 16/11
Bahia 1 x 2 Corinthians
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Item Técnico
Pouco exigido
Item Disciplinar
Por volta do quadragésimo segundo minuto da etapa inicial, Fábio Santos, defensor do Corinthians, tendo
– um dos braços abertos, desviou a trajetória da bola. De imediato e corretamente, o árbitro apontou a
– falta; não contente Fábio Santos reclamou de maneira ostensiva, por este motivo; foi
– premiado com cartão amarelo. Ficou barato
São Paulo 2 x 0 Palmeiras
Árbitro: Marcelo Aparecido da Silva (SP)
Item Técnico – Palmeiras prejudicado
Por volta do quarto minuto da etapa inicial, pouco antes da linha divisória da grande
– área do Santos, Diogo, atacante do Palmeiras, tendo a posse da redonda, corria em
– direção à meta santista, antes da entrada da grande área, um dos oponentes cometeu
– falta, como levou vantagem, Corretamente, o árbitro, nada marcou. Na continuação,
– Diogo, entrou na área; sem vacilar, seu oponente repetiu o ato, neste momento,
– Marcelo Ap. da Silva deveria ter marcado a penalidade máxima; como não o fez;
– indiretamente, prejudicou a equipe alviverde
Item Disciplinar
Acertou por não ter entrado na pressão dos palmeirenses que exigiam cartão amarelo
– para Luiz Fabiano, que ameaçou, mas, não chegou a completar a tirada da camisa
Quarta Feira 19/11
35ª Rodada do Brasileirão – Série A
Palmeiras 0 x 2 Sport
Árbitro: Dewson F. Freitas da Silva (FIFA-PA)
Item Técnico
Algumas inversões quando da marcação de faltas
Item Disciplinar
Aceitável
Goiás 0 x 1 Corinthians
Árbitro: Leandro Pedro Vuadem (FIFA-RS)
Item Técnico
Trabalho normal
Item Disciplinar
Foi complacente com as reclamações do técnico corintiano, Mano Meneses
Copa Sul-Americana
Atlético Nacional 1 x 0 São Paulo
Árbitro: Daniel Fedorzuck (FIFA-UY)
Item Técnico
O gol da vitoria da equipe do Atlético Nacional teve origem na inversão de um
– remesso lateral favorável ao São Paulo, que foi dado pro Atlético Nacional
– Deixou de marcar falta cometida pelo goleiro da equipe do Atlético Nacional, no
– atacante são-paulino Alan Kardec, acontecida fora da área, perto da maia lua
Item Disciplinar
Aceitável
Concluindo
São Paulo foi prejudicado; o gol da equipe da casa partiu de lateral invertido
Política
Tomada pelos sinais que emite internamente, Dilma Rousseff não aprendeu muita coisa com o escândalo da Petrobras. Ela sinaliza a intenção de compor um segundo governo loteado e convencional. Pretende manter o modelo que premia os partidos que se dispõem a fornecer votos para o governo no Congresso com posições nos ministérios, em estatais e autarquias. A presidente desconsidera as novas evidências de que essa fórmula faliu.
NÃO CONTEM COM AS FORÇAS ARMADAS!
Quem está pedindo intervenção militar para debelar a atual crise, está, na prática, fazendo o jogo do lulo-petismo. Explica-se: Lula, Dilma e numerosos petistas, já de algum tempo para cá, vem brandindo essa hipótese, como se tal fosse o desejo de uma parcela da opinião pública, dentre os eleitores antipetistas. Eu, sinceramente, não acredito que esse segmento tenha a menor representatividade, mesmo dentro das Forças Armadas, que seriam, – na cabeça de vento desses adeptos do petismo- as principais interessadas em voltar ao Poder.
Ora, se os próprios militares repudiam essa eventualidade, a quem interessa esse rumor? Além de alguns gatos pingados que se mostram, com sinceridade, adeptos de tal solução, os verdadeiros divulgadores de tão estouvada idéia são os próprios simpatizantes do atual governo. Existem vários blogs na Internet, muitos dos quais, é o que se diz, financiados diretamente pelo atual governo – ou indiretamente sob patrocínio das empresas estatais (Caixa, em especial) onde jornalistas ficam brandindo tais argumentos e exorcizando o que, para eles, seriam fantasmas fardados e sanguinários. Alguns deles chegaram até a cunhar uma sigla – PIG’s que seria a abreviatura de “Partido Da Imprensa Golpista” o qual abrangeria os quatro grandes veículos de imprensa, a saber, Globo, Folha, Estadão e Abril. Há vários anos que tais instrumentos da Internet se valem de tais ameaças no desejo de mobilizar o povo contra tal “perigo”. A vontade implícita em tal discurso é o de criar um inimigo comum, que dissuada o povo de se mobilizar contra o petismo.
Os ditos “golpistas” não passam de meia dúzia de radicais, muitos dos quais sequer se recordam do período em que os militares davam as cartas, aqui no Brasil. Não passam, na verdade de ‘inocentes úteis ‘ e, à medida que defendem a volta dos militares, estão fazendo, no fundo, o jogo do PT. Não há a menor possibilidade de as tropas deixarem os quartéis para governar o país. E há várias razões objetivas para não o fazerem:
1- desde 1985 – quando, nominalmente – terminou o ciclo militar no governo brasileiro, já se passaram 29 anos. De quando se iniciou a dita revolução de 1964, já se foram quase meio século. Na prática isso significa que todo o oficialato das três armas que atuou ou apenas apoiou o movimento, está hoje aposentado. Mesmo contando do fim do governo Figueiredo, o último do ciclo, em 1985, não há mais nenhum oficial na ativa. E, com o fim do período, as Forças Armadas vêm se dedicando, desde a Academia, aos valores mais caros à carreira castrense, quais sejam: a hierarquia, a disciplina, o senso exaltado do Dever, o legalismo e a profissionalização. Se ainda se discute política, nos quartéis, é porque isso é inerente à natureza humana. Eu, pessoalmente, não acredito que haja um único oficial da ativa (de segundo-tenente à general de exército) que sequer sonhe com a hipótese de um retorno das Forças Armadas ao Poder. Até porque idéias deste tipo contrariam ao menos dois dos seus maiores valores: o legalismo e a Hierarquia. Todos, praticamente sem exceção, entendem que o comando supremo pertence ao presidente da República, no caso presente, Dilma Roussef. Eles podem, inclusive, não achar correta a maneira que ela conduz a Nação. Mas daí a praticar qualquer tipo de insubordinação – mesmo que tal se desse apenas em nível de conversas – vai uma longa distância.
2- Castelo Branco, o primeiro general presidente, reformou profundamente todos os estatutos militares. A atualmente considerada a mais importante das atitudes que tomou, nesse sentido, foi a que criou o rodízio compulsório nos quadros do generalato. Desde então, nenhum general, por mais brilhante que seja, pode permanecer mais do que doze anos, na patente. Quatro anos, no máximo, como general de brigada, mais quatro como general de divisão e os quatro restantes como general de exército. A justificativa para tão drástica medida, à época, foi a de que os oficiais em ascensão pudessem receber as promoções a que faziam jus. Mas, ao que se diz, o objetivo maior foi o de evitar que os generais “vitalícios” tivessem tempo hábil para formar liderança no seio do oficialato.
3- Em 1964, os altos oficiais tinham um projeto, digno de tal nome, para a Nação. A Escola Superior de Guerra, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, exerceu o papel de doutrinar civis e militares, para conhecê-lo e o fez desde 1947, quando foi fundada. Nos dias de hoje, não existe mais projeto nenhum. E tomar o Poder, simplesmente por tomar é algo que eles não fariam em hipótese nenhuma.
4- Os militares saíram machucados de sua experiência de mais de 20 anos no Poder. O maior desejo deles, hoje, é voltar a possuir o prestígio que passaram a possuir desde a Guerra do Paraguai. Eles, no seu íntimo, querem voltar a ser a “reserva moral” da Nação, o que descarta qualquer ilusão golpista.
5 – Os civis mais exaltados terão de encontrar outra forma eficaz de fazer oposição ao petismo. Mas que jamais alimentem a ilusão de que as Forças Armadas viriam em seu socorro… Elas são briosas demais para fazê-lo.
Autor: jornalista João Mellão Neto. Foi deputado, secretário e ministro de Estado.
Finalizando
“A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”
Rui Barbosa
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Chega de Falsidade, de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-22/11/2014
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.



