Paulo Garcia defende irmão empresário e negócios realizados com atual gestão do Corinthians
Em entrevista ao site da ESPN Brasil, o candidato a presidência do Corinthians, Paulo Garcia, mesmo tentando se desvencilhar do assunto, defendeu os negócios realizados por Fernando Garcia, seu irmão, empresário de jogadores, com a atual gestão alvinegra:
“Eu sei que o Fernando é um cara muito sério. Ele não colocou a arma na cabeça de ninguém para fazer negócio com ele.”
Um caso surreal, talvez inédito, em que a oposição defende os maus feitos da situação.
Vale lembrar que ambos, recentemente, tornaram-se os maiores doadores de campanha de Andres Sanches (PT) (mais de R$ 600 mil), lider do grupo situacionsita, eleito Deputado Federal.
Garcia garante não mais negociar com o irmão, se eleito, porém, para tal, propõe beneficiá-lo novamente, em claro desrespeito ao Estatuto alvinegro, que impede qualquer tipo de tratativa do clube que possa ocasionar vantagens financeiras a conselheiros:
“Então, te digo que não vai ter mais negócio. Ou a gente compra os jogadores dele ou vende os atletas que ele tem hoje no clube. Eu prefiro até que saiam, mas é uma coisa para se analisar mais para frente”.
Nos bastidores, para justificar os negócios, Garcia vem dizendo que são as empresas do irmão que assinam os contratos, não a pessoa física do conselheiro.
Porém, o texto do Estatuto do Corinthians, em seu Art. 43, Letra “C”, é absolutamente esclarecedor:
“Não poderá fazer parte de qualquer poder social do clube, com exceção da AG, o associado que:
c) Tenha com o Corinthians qualquer tipo de relacionamento profissional, na condição de procurador, empresário, AGENTE DE ATLETAS OU COMO SÓCIO DOS QUE EXERÇAM TAIS ATIVIDADES.
Além de inaceitável para um postulante ao cargo máximo do Corinthians, caso de Paulo Garcia, defender tal prática, chega a ser constrangedor, também, o aparente desconhecimento das Leis que regem as condutas do clube.

