Documento comprova: Petros estava regular. Para beneficiar empresário, Gobbi alterou contrato e prejudicou o Corinthians
Documento oficial do Departamento de Registros da CBF, em poder do blog, demonstra claramente o prejuízo, não apenas financeiro, mas também de futuro do Corinthians no Campeonato Brasileiro, e em torneios subsequentes, ocasionado pelo presidente do clube, delegado Mario Gobbi, na ânsia de beneficiar o empresário Fernando Garcia.
Desde o início do Brasileirão, Petros vinha jogando, de maneira regular, aparado em dois contratos: o definitivo, válido até janeiro de 2019, com o SEV-Hortolândia, e o de empréstimo, com o Timão, findando em maio de 2015.
Em vez de somente aumentar o salário do jogador, inserindo um aditivo contratual, mantendo a condição de jogo do atleta, dando conta de que após o final do empréstimo o clube estaria adquirindo 50% de seus direitos, sem precisar rescindir qualquer vínculo, o presidente do Corinthians, desesperado para justificar a saída de R$ 3 milhões dos caixas, meteu os pés pelas mãos.
Se assim tivesse agido, Petros ainda estaria em condições de jogo, mas o negócio – que foi colocado à frente dos interesses do Corinthians – corria risco de ser “melado” pela próxima gestão, a ser eleita em 2015.
Observe, nos dados que revelaremos a seguir, o nível de amadorismo da diretoria do Timão.
No dia 1º de agosto de 2014, às 16h30m, a Federação Paulista de Futebol, recebendo dados do Corinthians, registrou a rescisão do contrato de empréstimo de Petros, que tinha vigência até maio de 2015, na CBF.
Um minuto depois, um recorde, às 16h31m, foi a vez do SEV-Hortolândia, enviar a sua rescisão definitiva com o atleta, de um contrato que venceria apenas em 2019.
Depois, às 16h33m, novo registro de Petros no Corinthians enviado à CBF, desta vez em definitivo, porém o contrato foi assinado, de punho, pelo jogador apenas no dia seguinte (02), configurando a burla do regulamento.
Advogados especialistas garantem que não há defesa para o caso e que o Corinthians certamente perderá, ao menos, os quatro pontos sugeridos pela Procuradoria do STJD, apesar de que há quem garanta ser ainda mais grave a situação do clube, não sendo impossível a perda de pontuação por todas as partidas disputadas pelo atleta, após insistência em escalar o jogador, mesmo sabendo da irregularidade na situação cadastral.
O Corinthians, no termo correto, infringiu em “Ato Omissivo Continuado”.
Seja qual for a punição aplicada ao Timão, quatro pontos, que o eliminaria da Libertadores, ocasionando prejuízo aproximado de R$ 50 milhões, ou, na tese mais dura, com perda de posições suficientes para o rebaixamento, é inadmissível que o Corinthians seja colocado nesse tipo de situação.
Bem mais grave do que “um erro”, como querem deixar transparecer os culpados, é saber que, na verdade, o fator motivador do desastre foi mais uma negociata, obscura, entre tantas realizadas por diretores, entre eles um Delegado de Polícia, que ajudou a expulsar o presidente anterior sob discurso de realizar uma gestão marcada pela “Renovação” e “Transparência.”.
Nem Carla Dualib, com seu contrato “leonino” de intermediação de patrocínios do clube, ganhou tanto dinheiro quanto os não remunerados dirigentes que passaram, nos últimos sete anos, pelo departamento de futebol do Corinthians.
EM TEMPO: em clara ação de proteção ao Corinthians, a FPF dirá no STJD que o erro no registro (dia digitado) foi de uma funcionária. Porém, o documento exibido pelo blog, oficial da CBF, desmente a versão com o registro não apenas da data, mas também do horários das ações, anteriores à assinatura do contrato.
Difícil crer, também que esse tipo de erro seria cometido pela Sra. Tereza, Chefe de Registro da FPF, experiente funcionária que trabalha no local desde os tempos em que Eduardo José Farah ocupava o cargo de presidente.


