Por vaidade, e alguma malandragem, Gobbi prejudica futebol do Corinthians e joga culpa no Conselho Deliberativo

gobbi roberto duilio

O presidente do Corinthians, delegado Mario Gobbi, concedeu mais uma lamentável entrevista, ontem, ao canal SPORTV, em que, além de demonstrar todo seu desapreço pelo clube que dirige, ainda bateu boca com o jornalista Wagner Vilaron, que não se rendeu aos tradicionais gritos do dirigente.

“Quem vai decidir o técnico em 2015 é o novo presidente. Não vou assinar um contrato por 30 dias, quem quer isso? Ninguém. Já que o Conselho Deliberativo vetou a antecipação da eleição, vamos pagar esse mico e ficar 30 dias aguardando o novo técnico. E quem vier põe seu novo técnico, lá tem uma equipe para treinar. Não posso assinar por 12 meses e dar para o presidente que vai chegar”.

Com linguajar chulo, típico de quem frequentava os corredores de um DETRAN infestado de marginais, objeto até de CPI em São Paulo, Gobbi expos ao mundo sua própria incompetência, além de depreciar o clube, a quem classificou como “pagador de mico”.

O presidente alvinegro, se de fato estivesse interessado no bem estar do Corinthians, em vez de culpar o Conselho Deliberativo por não modificar uma regra pré-estabelecida, deveria, já que faltam poucos meses para o final de seu mandato, que, segundo o próprio, se mantido na ativa prejudicará a preparação do futebol em 2015, abdicar, dando margem a escolha de novo comandante, ainda em 2014.

Mas não.

Gobbi como todo “velhaco” de delegacia, se julga “espertalhão”, razão pela qual permanecerá no poder,  mesmo sabedor de que ocasionará problemas, com o único intuito de proporcionar a famosa “raspa da panela”, ou seja, permitir que os grupos de empresários que comandam, de fato, todos os departamentos alvinegros, da base ao profissional, lucrem com negociatas até o último dia de dezembro.

Não é a toa que, sem alarde, contratou o irmão do jogador paraguaio Romero, não se sabe a que preço, e mascarou sua apresentação apenas para o início de 2015.

E outros mais estão chegando ou ainda por vir.

Qual a lógica em ainda continuar contratando jogadores, com o discurso de formar o grupo do próximo ano, se o próprio presidente garante que o treinador não continuará e o clube “pagará o mico” de utilizar interino durante os dois primeiros meses do ano ?

O próximo profissional, evidentemente, pedirá novas contratações, até para adequar o grupo ao novo sistema de jogo, ocasionando diversas despesas extras e desnecessárias, seja para repor jogadores e ainda manter no elenco, ou emprestados a outros clubes – hábito corriqueiro da gestão – atletas encostados e seus salários milionários.

Perde o Corinthians, mas ganham, e muito, intermediários e demais rachadores de comissões.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.