O Esporte nas Eleições
Enquanto a população brasileira decidia trocar Marina por Aécio, no intuito de expulsar a quadrilha petista do poder brasileiro, muitos nomes ligados ao esporte nacional tentavam uma oportunidade, desde as Assembleias Estaduais, até o Senado.
Romário confirmou a popularidade adquirida com sua excepcional atuação como Deputado Federal, e, com mais de 4 milhões de votos – recorde no Rio de Janeiro – elegeu-se Senador da República.
No mesmo Estado, o povo defenestrou a enganação Roberto Dinamite da Assembleia, derrota que deve se repetir, em breve, também no Vasco da Gama.
O Rio Grande do Sul elegeu Jardel e Danley, triste, mas Minas Gerais deu exemplo, e, apesar de eleger João Leite, deixou de fora Marques, Gilvan Tavares, Reinaldo e Raul Plassmann.
Em Goiás, quem se deu mal foi Jorge Kajuru, para alegria dos que prezam pela verdade e abominam atos escusos.
São Paulo é que parece não aprender.
Acertou em casos pontuais, como, por exemplo, a recondução de Silvio Torres, exemplar parlamentar, e ao não eleger nomes como Ademir da Guia, Marcelinho Carioca, Dinei, Netinho de Paula, Vacarezza, Protogenes Queiroz, Marco Aurélio Cunha, e demais assemelhados.
Porém, deu espaço, apesar de todos com votações decepcionantes, a figuras de extrema nocividade, como Andres Sanches, Orlando Silva Junior, Goulart e Vicente Cândido.
Ficou de fora um nome dado como certo dentro do Corinthians, o candidato a Deputado Estadual “Filezinho”, dos mais “versáteis” ex-atletas da base alvinegra.
Haverá um dia, quem sabe, que o eleitor saberá diferenciar a paixão clubistica de sua obrigação como cidadão, evitando assim que a saúde, a educação e os bolsos de todos nós sofram, vítimas de escolhas inconsequentes e indevidamente avaliadas por quem trata política como clássico de futebol.

