As agencias de publicidade devem repensar o IBOPE como parametro de avaliação

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Não há desculpa, nem margem de erro, que justifique os inúmeros erros de pesquisa realizadas pelo IBOPE durante todo o período eleitoral brasileiro.

Os resultados de boca-de-urna, então, foram um vexame.

Resta saber se por sacanagem ou pura incompetência metodológica.

Anunciadas com 95% de confiabilidade e margem de erro de 2%, para baixo ou para cima, as pesquisas cometeram todos os equívocos, ou manipulações, possíveis, desde a posição real dos candidatos na votação, até a diferença percentual, que, em alguns casos, tiveram diferenças de mais de 20% sobre o que havia sido divulgado.

Fato é que todas as avaliações do IBOPE, entre elas as famosas medições de audiências televisivas – responsáveis pelo que se cobra em anúncios de emissoras – merecem ser tratadas com alguma suspeita.

Que as empresas de publicidade, partidos políticos e demais contratantes não deixem barato, exigindo minuciosa investigação, retratação e, se necessário, reparação, de um órgão que há muito não inspira confiança, mas, mesmo assim, é responsável por induzir diversas tomadas de decisões importantes deste país.

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