Dúvidas e certezas do caso Petros
Não há o que discutir perante a documentação publicada em matéria do LANCE, ontem, que escancara a irregularidade no registro do jogador Petros, do Corinthians, ocorrida no dia 01 de agosto, um dia antes da assinatura do contrato, portanto, à margem da Lei.
O clube de Parque São Jorge tem que ser punido com a perda de 21 pontos.
Mas dificilmente será.
A FPF já acenou com a solução, assumindo a culpa pelo envio de documentação, que teria induzido a CBF ao “equívoco”, apesar do Corinthians, pelo menos é o que se espera de seus advogados, tivesse absoluta ciência da legislação e da real condição, ou falta dela, de seu atleta.
A grande dúvida, porém, é como o atleta alvinegro conseguiu ter três registros alterados, simultaneamente, fora do horário de expediente da CBF, em ação muita parecida com o “golpe” praticado pelo então diretor da entidade, Luis Gustavo, dando viabilidade ao jogador Junior, então no Vitória, à época com passaporte falso e a não apresentação do documento de transferência do exterior.
FPF ou CBF… alguém fez coisa errada.
Sem contar que Petros saiu do Penapolense para o Corinthians, mas, oficialmente, na entidade, seu último clube tenha sido o SEV-Hortolândia, da 4ª divisão paulista, agremiação que, certamente, o atleta sequer sabe em que cidade se localiza.



