Torcida questiona diretoria do Corinthians em protesto pelos altos preços de ingressos no “Fielzão”

PROTESTO FIELZÃO

“O estádio é do Andres ou dos corinthianos ?”, dizia a faixa colocada no Parque São Jorge, agora a pouco, em protesto pelos altos preços de ingressos cobrados pelo Corinthians em seus jogos no “Fielzão”.

A resposta é simples: de nenhum dos dois.

Até que o Corinthians quite a pendência com a construtora, não apenas a Arena, mas também o terreno de Itaquera, as rendas, os valores oriundos de comercialização da marca, entre outras coisas, pertencem a empresa BRL Trust.

Este acordo, terrível para o clube, obriga que os preços dos ingressos sejam majorados a valores fora da realidade, maiores até do que em partidas da Copa do Mundo.

Fica o dilema para os anos que estão por vir: cobrar barato e não pagar o estádio ou extorquir o torcedor reduzindo o público nas partidas do Timão (porque, obviamente, passado o êxtase da novidade, a média fatalmente cairá).

Sem contar que, com o dinheiro sendo destinado aos intermediários da construtora, o clube vira refém da vontade dos empresários, que colocarão no Timão, sempre com a maior parte dos direitos econômicos, qualquer tranqueira que estejam a fim de desovar, ou valorizar.

Quanto a Andres Sanches, está bem longe de ser o dono, embora, indiretamente, esteja lucrando, e muito, com a atual situação.

Talvez a melhor maneira de minimizar o problema fosse cobrar ainda mais caro nos setores VIP, que subsidiariam os ingressos mais baratos, destinados aos torcedores comuns, encerrando, de vez, também, as facilidades às “organizadas”, que, ao pagar bem menos, ou não pagar, sem falar no prejuízo frequente pelo comportamento ruim, acabam por inviabilizar um sistema adequado de cobrança.

EM TEMPO: o protesto, depois, seguiu para a sede da chapa “Renovação e Transparência”, no Tatuapé, responsável por eleger as figuras de Andres Sanches e Mario Gobbi, nas últimas eleições do Corinthians

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