Corinthians, BMG, Joaquim Grava, R$ 20 mil mensais e o zagueiro Wanderson
09 de outubro de 2013 (publicado no Blog do Paulinho)
Corinthians contrata zagueiro do BMG que Joaquim Grava vetou no meio do ano
Dando sequencia a série de contratações nebulosas ligadas ao BMG – o banco do Mensalão – e sempre indicadas pelo olheiro Mauro “Van Basten”, o Corinthians fechou negócio com o zagueiro Wanderson, do Sertãozinho, que disputa a terceira divisão do Campeonato Paulista.
Com seis zagueiros no elenco de profissionais a disposição do treinador Tite, a aquisição de um “sétimo” se justificaria se o atleta fosse um fenômeno da posição.
Não é o caso.
Aliás, muito pelo contrário.
Em maio, Wanderson, trazido por Mauro, esteve no Parque São Jorge realizando testes para a concretização do negócio, porém, por grave contusão na cartilagem do joelho, foi vetado pelo médico Joaquim Grava.
O tempo passou, o BMG entrou no negócio e Grava, dizendo agora ter “reavaliado” o atleta, deu aval para a assinatura do contrato.
31 de julho de 2014, hoje (publicado no UOL)
Gustavo Franceschini

Do UOL, em São PauloWanderson (à esq.) é apresentado no início de 2014, 4 meses depois de assinar
Wanderson está de saída do Corinthians. Não sabe quem é? Tudo bem, você não deve ser o único. Contratado em setembro do ano passado, o zagueiro que veio do Sertãozinho sofreu com lesões, nunca agradou e deixa o clube sem ter entrado em campo uma vez sequer.
Aos 23 anos, Wanderson não jogou por questões técnicas. Na avaliação de Mano Menezes, o zagueiro não reunia condições técnicas de fazer frente a qualquer outro do elenco. Última opção do elenco em relação a Paulo André, Gil, Cleber, Felipe, Pedro Henrique ou Anderson Martins, ele muitas vezes nem era aproveitado no time dos reservas.
Sem espaço, o zagueiro cumpre seu último dia de contrato nesta quarta, longe do clube. Desde a semana passada Wanderson sequer ia ao gramado do CT Joaquim Grava. Nos últimos dois dias, ciente de que não iria continuar no clube, ele foi liberado pela diretoria.
Wanderson ganhava pouco (cerca de R$ 20 mil) e teve pouca relevância futebolística no período em que esteve no Corinthians, mas sua passagem é simbólica. Ele é o menos utilizado de uma leva de jogadores que entraram no clube sem alarde e saíram pela porta dos fundos.
Como ele, outros tantos apareceram de forma inesperada no meio de 2013, não conquistaram seu espaço e foram liberados ou negociados sem deixar saudade. Estão nessa lista Ibson, Maldonado, Diego Macedo, Rodriguinho, Jocinei e o próprio Wanderson, que demorou dois meses para assinar contrato e seis para ser apresentado.
A enrolação para colocar o zagueiro ajudou a fazer dele um caso especial. Wanderson se destacou pelo Sertãozinho, na Série A3 do Paulista, em 2013. Em maio, o Corinthians iniciou as conversas com o zagueiro, que ficaria sem contrato e chegaria sem custos.
Quando chegou, em junho, foi constatada uma lesão no joelho direito de Wanderson, que foi operado por Joaquim Grava, consultor médico do Corinthians. Quando voltou aos gramados parcialmente, em setembro, já assinou com o clube do Parque São Jorge por dez meses.
Só que a recuperação só ficaria completa no fim do ano. Por isso, Wanderson só foi apresentado à imprensa em janeiro de 2014, já na gestão de Mano Menezes. À disposição, nunca entrou em campo e muitas vezes sequer era relacionada. Nesta quinta, com o fim do contrato do zagueiro, o Corinthians termina a limpeza iniciada no começo do ano, quando esse grupo de atletas começou a deixar o clube.

